2018-03-04

Subject: Revelada a influência do ambiente na esperança de vida

Revelada a influência do ambiente na esperança de vida

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@ Nature/Columbia University

Esqueceu-se do aniversário da sua mãe este ano? Então prepare-se porque a sua árvore genealógica vai passar a incluir 13 milhões de novos aniversários.

O biólogo computacional Yaniv Erlich, da Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, usou dados crowdsource para criar uma árvore genealógica que liga 13 milhões de pessoas. Este mapa de ancestralidade, agora descrito na revista Science, é o maior recurso do seu tipo e abrange cerca de 11 gerações.

A equipa de Erlich analisou as datas de nascimento e morte das pessoas da sua árvore e calculou se os indivíduos tinham maior probabilidade de morrer em idades semelhantes se tivessem parentesco mais próximo. A equipa conclui que a hereditariedade apenas explica 16% da esperança de vida das pessoas e a maior parte das diferenças eram devidas a outros fatores, como onde e como viviam.

“Isto é realmente um tour de force”, diz o epidemiologista Braxton Mitchell, da Faculdade de Medicina da Universidade do Maryland em Baltimore. “É um grande exemplo da utilização de grandes quantidades de dados disponíveis ao público para fazer investigação interessante."

Os cientistas já suspeitavam que o ambiente tem mais influência que os genes na esperança de vida de uma pessoa mas Erlich estima que os genes têm um papel ainda menor do que se pensava. Alguns estudos, como o publicado pela equipa de Mitchell em 20012, estimaram que os genes determinavam cerca de um quarto da variação na esperança de vida de uma pessoa.

A descoberta de Erlich prova o poder das árvores genealógicas extremamente grandes (genealogias), diz Lisa Cannon-Albright, geneticista na Faculdade de Medicina da Universidade do Utah em Salt Lake City; “Este tipo de recurso será uma parte importante da investigação genética futura."

Erlich considera que os "bons" genes podem prolongar a vida de uma pessoa em média cinco anos mas certos fatores ambientais têm um impacto muito maior na longevidade, como fumar, por exemplo, que pode subtrair dez anos de vida.

Há muito que os geneticistas usam as árvores genealógicas para estudar de que forma a genética influencia muitas características, como o risco de desenvolver uma doença.

  Mas pode ser dispendioso e difícil criar bases de dados de registos familiares que contenham vastos números de pessoas. O estudo de Erlich é um dos muitos em curso que estão a reunir registos digitais em grandes árvores genealógicas e alguns identificaram genes associados a doenças como o cancro ou o Alzheimer.

O estudo de Erlich usou dados de uma ferramenta genealógica online, a Geni.com pois ele é o cientista-chefe da companhia-mãe a MyHeritage em Or Yehuda, Israel.

A análise usou dados de cerca de 86 milhões de pessoas cujos registos foram carregados por utilizadores da Geni. Trata-se de uma ordem de magnitude mais participantes do que os que foram incluídos na maior base de dados de testes genéticos. “A quantidade de participantes é uma loucura”, diz o geneticista computacional Atul Butte, da Universidade da Califórnia, San Francisco.

A equipa de Erlich usou os dados para analisar os padrões de migração e casamento das pessoas listadas na Geni. Por exemplo, antes de 1750 a maior parte dos europeus e americanos na base de dados casaram com alguém que viveu, no máximo, a 10 km do seu local de nascimento mas em 1950 a maioria dessas pessoas tinham que viajar pelo menos 100 km para encontrar esposos.

Por outras palavras, os seus pais percorreram grande distância para começar a sua família, o mínimo que pode fazer é lembrar-se dos seus aniversários.

 

 

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