2018-03-01

Subject: Vacinas prometedoras contra o HIV podem ficar bloqueadas sem investigação coordenada

Vacinas prometedoras contra o HIV podem ficar bloqueadas sem investigação coordenada

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@ Nature/Jackie Clausen/The Times/Gallo/Getty

Várias vacinas e medicamentos para a prevenção da propagação do HIV estão finalmente a revelar sinais de sucesso nos testes clínicos, três décadas depois do início das investigações sobre o tema. Mas alguns investigadores temem que sem uma estratégia coordenada não se possa garantir que as terapias mais prometedoras ganham o apoio dos decisores e chegam a quem delas precisa.

O encontro d Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra tem como objetivo precisamente lidar com a falta de pensamento a longo prazo sobre os fatores (como custo e facilidade de utilização) que podem determinar se uma vacina ou outro tratamento preventivo tem sucesso na redução da doença.

Alguns investigadores do HIV defendem que se deveria estudar essas questões agora, enquanto os testes clínicos decorrem,, para evitar atrasos na implementação de terapias eficazes às pessoas em risco de infeção. Muitos esperam que o encontro da OMS desencadeie uma discussão mais abrangente que apoie essa investigação. atendendo aos recursos limitados.

Em todo o mundo, cerca de 1,8 milhões de pessoas contraíram a doença em 2016: “Precisamos de ter uma boa ideia de onde queremos chegar e que passos são precisos para lá chegar”, diz Mark Feinberg, presidente da Iniciativo Internacional para a Vacina da SIDA em Nova Iorque, mas que prioridades estabelecer não é claro.

Cerca de 25 mil pessoas em todo o mundo estão a participar nos testes clínicos de tratamentos para prevenir o HIV. Doze testes em fase final estão a testar vacinas experimentais, incluindo um com 2600 pessoas na África do Sul de uma vacina concebida para bloquear várias estirpes do vírus. Outros estão a avaliar o potencial de proteínas conhecidas por anticorpos neutralizadores genéricos, que podem ajudar a impedir o HIV de infetar as células imunitárias. Um par de testes em fase III envolvem 7700 pessoas para testar se injeções do medicamento cabotegravir podem impedir a infeção com HIV durante dois meses de cada vez.

A vacina mais prometedora até esta data revelou em testes clínicos que apenas reduzia o risco de infeção em um terço e as autoridades de saúde não recomendaram a sua aplicação. Uma versão modificada está agora a ser testada em 5400 pessoas na África do Sul e espera-se que reduza o risco em, pelo menos, 50%. Mas mesmo que o teste seja bem sucedido, a despesa e a dificuldade de a administrar (são 6 injeções ao longo de um período de 18 meses) pode torná-la difícil de passar perante decisores e financiadores pois é muito complicado persuadir pessoas saudáveis a ter vacinas atualizadas, apesar destas serem altamente eficazes contra outras doenças mortais.

Preocupações semelhantes rodeiam os anticorpos em desenvolvimento pois são administrados como infusões intravenosas e não é claro que duração deve ter o tratamento para prevenir a infeção com o HIV e os anticorpos são dispendiosos de produzir.

  Eventualmente os cientistas vão ter de escolher que projetos empatar e quais devem ter estudos adicionais para desenvolver formas mais baratas e fáceis de administrar, diz Mitchell Warren, diretor executivo da AVAC, uma organização de prevenção do HIV de Nova Iorque.

Outra questão é como melhorar a probabilidade de as pessoas em risco de infeção por HIV aderirem aos tratamentos preventivos. O sucesso não é garantido: o Truvada, um comprimido diário para a prevenção do HIV, não reduziu o número de novos casos desde que os reguladores o aprovaram há 6 anos. Na África oriental e do sul, por exemplo, as jovens mulheres raramente tomam o medicamento, apesar de representarem 26% das novas infeções na região.

Tian Johnson, fundador da Aliança Africana para a Prevenção do HIV em Joanesburgo, diz que os investigadores não tiveram em consideração de forma adequada a forma como a pobreza, a gravidez a discriminação e o abuso podem afetar a probabilidade das jovens mulheres em risco procurarem o Truvada. “Se não tivermos em conta a complexidade da vida diária de uma mulher colocamos em risco milhões de dólares que foram investidos no desenvolvimento do produto", diz ele.

Apesar dos desafios que se enfrenta, o facto da discussão estar a acontecer é um passo importante, diz Feinberg: “Não podemos enterrar a cabeça na areia, é preciso trabalhar e penar em formas como podemos resolver estes problemas porque eles são solucionáveis.”

 

 

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