2018-02-18

Subject: Químicos domésticos rivaliam com veículos como fonte de poluição

Químicos domésticos rivaliam com veículos como fonte de poluição

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@ Nature/Andy Cross/Getty

Objetos do dia a dia. como sabonetes, perfumes, tintas ou pesticidas, contribuem tão fortemente para certas formas de poluição do ar nas cidades humanas como carros e camiões, uma descoberta que surpreendeu até os investigadores que a fizeram.

Os compostos orgânicos voláteis contribuem para a formação de ozono e de partículas finas aerotransportadas que compõem o smog, que está associado a problemas de saúde como a asma ou doenças cardíacas. Os veículos motorizados têm sido, historicamente, responsabilizados pelas emissões da maioria destes compostos, bem como de outros poluentes como os óxidos azotados.

Mas níveis significativos de compostos orgânicos voláteis também escapam de produtos domésticos e comerciais, de acordo com o estudo agora publicado na revista Science: “As coisas que uso de manhã para me preparar para o trabalho são comparáveis, em termos de emissões, ao escape do meu carro”, diz Brian McDonald, investigador de poluição do ar na Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) em Boulder, Colorado, que liderou o estudo. “Penso que isso é o que mais surpreende as pessoas."

As regulamentações para tornar os veículos mais limpos têm reduzido as suas emissões ao longo dos últimos 50 anos mas cidades famosamente afetadas pelo smog, como Los Angeles, Califórnia, continuam a ter dificuldade em cumprir os standards federais de qualidade do ar. Um imenso esforço de amostragem de ar na cidade feito pela NOAA em 2010 revelou níveis surpreendentemente elevados de certos compostos orgânicos voláteis que não podiam ser associados aos veículos.

Por isso, McDonald e a sua equipa resolveram procurar outras fontes de poluição. Usaram dados da regulação, resultados experimentais e amostras de ar no interior e no exterior para testar a sua hipótese de que químicos contribuíam para o smog. “Tinhamos de recolher uma quantidade esmagadora de evidências para dizer que estas fontes eram importantes", diz McDonald.

A equipa aproveitou informação compilada pelo California Air Resources Board sobre a composição química de artigos do dia a dia, como produtos de limpeza, fluidos de limpeza a seco, removedores de vernizes de unhas e tintas de impressora. Analisaram as suas amostras de ar em busca de um vasto leque de compostos que seriam originados por estes produtos. Os investigadores também estimaram a proporção de compostos orgânicos voláteis de produtos como sabonetes e produtos de limpeza que acabam no ar, em vez de irem pelo cano.

  Estes produtos químicos agressivos diferem das emissões dos veículos de uma forma importante, diz a coautora do estudo Jessica Gilman, química na NOAA em Boulder. “São feitos para se evaporarem", diz ela, e uma vez no ar escapam para o exterior, onde uma série de reações os transformam em ozono e partículas finas.

O estudo foca a sua atenção numa meta para os regulamentos sobre o ar, diz Frank Gilliland, investigador de saúde pública na Universidade do Sul da Califórnia em Los Angeles e investigador principal num estudo epidemiolõgico de longo prazo sobre o impacto da poluição do ar sobre a saúde das crianças. Mas os combustíveis fósseis continuam a ser a maior fonte de poluição: “Continua a haver efeitos sobre a saúde mesmo com os modernos veículos díesel, há muito mais que pode ser feito em termos de estratégias tradicionais de controlo da combustão de combustíveis fósseis.”

 

 

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