2018-02-01

Subject: Teste sanguíneo simples deteta proteína da demência

Teste sanguíneo simples deteta proteína da demência

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@ Nature/Hermes Images/AGF/UIG via Getty

Cientistas japoneses e australianos desenvolveram um teste ao sangue que pode identificar as pessoas que têm altos níveis de uma proteína associada à doença de Alzheimer. Se confirmado por outras pesquisas, este há muito pedido teste pode ajudar na cada vez mais desesperada busca por terapias que limitem a progressão da demência, que afeta dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo.

O teste identifica pessoas cujos cérebros têm níveis elevados de amiloide-ß, uma proteína que desempenha um papel importante no Alzheimer e que pode causar demência ou ser um sintoma dela. Os investigadores esperam que os fabricantes de medicamentos possam usar o teste para recrutar indivíduos com demência para testes clínicos antes de surgirem danos irreversíveis nos seus cérebros, tornando os testes clínicos mais fiáveis.

O biólogo molecular Katsuhiko Yanagisawa, do Centro para o Desenvolvimento de Medicina Avançada para a Demência de Obu, Japão, desenvolveu o protótipo do teste com biomarcadores e publicou o seu trabalho na edição online da revista Nature.

Cientistas de todo o mundo têm procurado um teste ao sangue simples de realizar desde há 15 anos: “Ao início não era claro se seria possível medir alguma coisa no sangue relacionada com uma patologia cerebral mas temo-nos aproximado", diz o neurocientista Simon Lovestone, da Universidade de Oxford, Reino Unido, que tem liderado outros estudos na busca de biomarcadores para o Alzheimer. “Este artigo dá-nos os melhores resultados que já vi."

Todos os candidatos a medicamentos para o Alzheimer têm falhado nos testes clínicos até agora e muitas farmacêuticas já abandonaram o campo. Os cientistas suspeitam que a conceção dos testes pode ser o verdadeiro problema e não os medicamentos.

Até agora, não existia uma forma fiável de identificar pessoas nos estádios iniciais de demência, pelo que a maioria dos testes clínicos recrutava pessoas cujos sintomas clínicos já eram aparentes. Nesse momento, os danos cerebrais associados à amiloide-ß já ocorreram e pode ser demasiado tarde para os reverter, diz Yanagisawa.

  Até agora, a única forma de identificar a proteína no cérebro, sem ser em autópsia, era fazer uma imagem de tomografia de emissão de positrões ou medir os seus níveis diretamente no líquido cerebrospinal. Ambos os métodos foram usados no recrutamento de pacientes nos testes mais recentes mas são situações dispendiosas e desconfortáveis.

Para medir os níveis de vários fragmentos de amiloide-ß no sangue, bem como fragmentos de uma proteína maior da qual a amiloide deriva, Yanagisawa combinou duas técnicas já existentes, a imunoprecipitação e a espetrometria de massa. Os seus resultados igualavam os obtidos através de imagens do cérebro e análise do líquido cerebrospinal em duas cohortes envolvendo 121 pessoas no Japão e 252 na Austrália. Cada cohorte incluía pessoas com idades entre os 60 e os 90 anos, alguns saudáveis, outros com pequenas perdas cognitivas e outros com Alzheimer.

Os autores consideram que estudos maiores e a longo prazo são precisos para confirmar o rigor do teste sanguíneo na identificação dos níveis de amiloide-ß no cérebro humano. Se for muito fiável, o teste pode ajudar no recrutamento para testes clínicos pois é fácil e barato de realizar.

 

 

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