2007-04-07

Subject: Efeitos das alterações climáticas avaliados

 

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Efeitos das alterações climáticas avaliados

 

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As alterações climáticas estão, quase de certeza, um impacto imediato no planeta e na vida, de acordo com a última parte dada a conhecer do relatório publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) e os problemas futuros causados pela subida do nível do mar, alastramento dos desertos e aumento da frequência de secas vão afectar mais os países em vias de desenvolvimento que os mais ricos.

O relatório, revelado numa reunião em Bruxelas, é o segundo capítulo da Quarta Avaliação do IPCC, o sumário mais detalhado até à data da investigação sobre as causas e efeitos das alterações climáticas.

O primeiro capítulo, dado a conhecer em Fevereiro, mencionava as causas das alterações climáticas e concluía que o aquecimento global é muito provavelmente (com uma probabilidade de mais de 90%) atribuível à actividade humana, como a queima de combustíveis fósseis. Este novo capítulo, intitulado 'Impacts, Adaptation and Vulnerability', detalha exactamente o que as alterações climáticas estão a fazer ao planeta e quem vai sofrer mais com isso.

"Pessoas que vivem nos países menos desenvolvidos, as ilhas-nação em vias de desenvolvimento, os grandes deltas asiáticos e a maioria de África são as mais vulneráveis", diz Saleemul Huq, um dos principais autores e líder do grupo de alterações climáticas do International Institute for Environment and Development de Londres.

O relatório também fornece a visão mais actualizada da forma como as alterações climáticas estão a afectar a incidência de eventos climáticos extremos. É a primeira vez que a avaliação do IPCC utiliza observações reais do clima da Terra, em vez de projecções de computador, para demonstrar como a situação está a mudar.

"É impossível dizer com certeza que as alterações climáticas são a causa de qualquer furacão isolado, onda de calor, inundação ou seca", diz Huq. "Mas todos em conjunto, o aumento da frequência e intensidade destes eventos durante a última década do século XX fornece fortes evidências de que as alterações climáticas estão já a ocorrer e não é um problema do futuro."

Desde a publicação da anterior avaliação do IPCC, em 2001, muitas mais evidências surgiram de que o aquecimento global de origem humana está a ter um efeito notável sobre os sistemas físicos e biológicos de todo o mundo, relatam os autores. De mais de 29 mil conjuntos de observações, de distribuição de espécies a incidência de secas, mais de 85% alteraram-se de forma coincidente com o seu comportamento previsto em resposta ao aquecimento global.

Os autores também localizaram estes sistemas físicos e biológicos contra as observações de aquecimento e concluíram que há mais de 90% de hipóteses de estes sistemas naturais estarem a ser afectados especificamente por alterações climáticas regionais, particularmente a subida da temperatura.

 

Muitas análises económicas também sugerem que as alterações climáticas estão a ter um impacto. Robert Muir-Wood, um dos autores do relatório e chefe da investigação do Risk Management Solutions, diz que as perdas financeiras associadas a catástrofes climáticas aumentaram em média 2% ao ano desde os anos 70 do século passado, mesmo quando os encargos com saúde, inflação e crescimento populacional são tidos em consideração.

O relatório, ainda assim, dá boas notícias: o aquecimento global deve aumentar as colheitas nas latitudes mais elevadas, como o norte da Europa, desde que as subidas de temperatura não ultrapassem os 3ºC. Mas nos trópicos, as colheitas devem diminuir mesmo com subidas reduzidas e o fardo de doenças como a malária deve subir.

O aumento do risco de perturbações climáticas como secas e inundações sugere que aqueles que vivem em zonas áridas ou baixas são os mais em risco. Os autores do relatório concluem que o investimento em desenvolvimento sustentado nas nações mais pobres, incluindo medidas como planos para a utilização de terras como forma de prevenir desastres e melhoria dos sistemas de alerta de inundações, são essenciais.

Mas os custos totais das alterações climáticas permanece pouco clara. O relatório diz que a resposta a estes desafios crescentes pode custar algo como US$12 por cada tonelada de CO2 acrescentado à atmosfera mas acrescenta que há uma vasta gama de estimativas para este número: alguns prevêem um custo de centenas de dólares por tonelada, enquanto outros prevêem um crescimento económico com as emissões. Estas estimativas dependem da quantidade de aquecimento que vá acontecer no futuro, o que por si é um valor incerto. 

 

 

Saber mais:

Intergovernmental Panel on Climate Change

IPCC Working Group 2

International Institute for Environment and Development

UN Framework Convention on Climate Change

 

 

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