2007-04-04

Subject: GPS revela paradeiro de morsas

 

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GPS revela paradeiro de morsas

 

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Walrus (Doug Allan/Science Photo Library)

Cientistas dinamarqueses vão colocar etiquetas com emissores satélite em morsas para tentar compreender onde estes grandes mamíferos vagueiam.

Os animais vão ser seguidos durante dois meses ao largo da costa da Groenlândia e deste modo poder-se-á avaliar o efeito que a caça, as alterações climáticas e as explorações petrolíferas sobre eles. 

Nesta altura do ano, as morsas do lado ocidental da Groenlândia descansam nas placas de gelo, aproveitando o sol da Primavera mas com a subida das temperaturas o gelo regride e estes mamíferos deslocam-se para norte em direcção ao frio. 

A localização exacta dos seus refúgios de Verão há muito que é um mistério: "Queremos descobrir para onde elas vão", explica Erik Born, investigador sénior encarregado do projecto. Para o fazer, ele planeia utilizar o sistema Global Positioning System (GPS).

Durante as duas semanas que vão passar no mar, os investigadores esperam colocar 10 etiquetas satélite nas morsas. Os dispositivos vão ser postos com a ajuda de um arco e flecha ou através de uma pistola de CO2, ambos disparados do barco.

Apesar deste método poder parecer cruel, temos que nos lembrar que as morsas têm uma pele com 2-4 cm de espessura, recorda Born.

De cada vez que os animais marcados emergem da água, um sinal vai ser enviado para um satélite, permitindo determinar as coordenadas exactas de cada morsa. Os investigadores vão analisar os progresso diários das morsas, tal como os leitores do site da BBC Walrus Watch.

As etiquetas vão permanecer no corpo dos animais durante um ou dois meses, sendo eventualmente expulsas com o renovar da pele. A equipa acredita que este período de tempo deve ser suficiente para fornecer uma quantidade de dados relevante.

Esta será a terceira Primavera que a equipa de Born irá seguir os animais. Existem pelo menos duas subespécies de morsas: a morsa do Pacífico Odobenus rosmarus divergens, que se encontra na região do estreito de Bering, e a morsa do Atlântico O. rosmarus rosmarus, que se encontra no leste do Canadá e no alto Árctico. 

 

Alguns acreditam que as morsas do mar Laptev pertecem a outra subespécie mas isto ainda não foi confirmado.

Os animais da zona central e ocidental da Groenlândia que Born tenciona seguir formam uma das últimas oito sub-populações de morsas atlânticas. Um aspecto que pretendem verificar é se estas morsas têm alguma ligação com as outras populações.

Esta informação pode ser importante na avaliação do impacto da caça. As morsas são alvos fáceis para os caçadores pois apesar de graciosas e rápidas na água, em terra são lentas. Nos últimos 500 anos, têm sido capturadas pela sua gordura, couro, marfim e carne, conduzindo algumas das populações à beira da extinção.

Actualmente, apesar de algumas populações estarem protegidas, as que vivem nas costas da Groenlândia e Canadá ainda são caçadas pela sua carne e couro. Born acredita que alguns grupos podem estar a ser sobreexplorados.

"Se há ligação entre as morsas da Groenlândia e do Canadá e ambos os grupos estão a ser fortemente caçados, pode-se ter um impacto forte sobre o efectivo sustentável da população."

As morsas alimentam-se de bivalves do fundo do mar mas alguns destes locais de alimentação estão em áreas alvo da industria petrolífera. Para além disso, há a questão das alterações climáticas, que afectam todas as espécies da zona.

"O recuo do gelo significa que ou as morsas conseguem ficar em águas mais profundas sem se alimentar, pois os bivalves vivem em águas rasas, ou permanecem mais a sul, onde não existe bancos de gelo para descansar." 

 

 

Saber mais:

Greenland Institute of Natural Resources

Danish Polar Centre

O tamanho é mesmo importante!!

Maioria das morsas são dextras

 

 

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