2007-03-31

Subject: Águas mais quentes podem fazer o planeta rodar mais depressa

 

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Águas mais quentes podem fazer o planeta rodar mais depressa

 

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O aquecimento dos oceanos mundiais vai encurtar o dia, alegam investigadores alemães, mas não há necessidade de ajustar o relógio: o encurtamento será de apenas 0,12 milissegundos ao longo dos próximos 200 anos, estimam eles.

Há medida que a água aquece, expande, levando à subida do nível dos oceanos. Felix Landerer, do Max Planck Institute for Meteorology de Hamburgo, usou um modelo de computador para descobrir o efeito que esta expansão terá na distribuição da água em volta do globo.

Os investigadores analisaram apenas o aquecimento e não o degelo polar, logo no modelo alteração não se devia a uma alteração no total de água no oceano mas apenas na densidade da água e distribuição. Com a expansão do oceano e a subida da água na costa, o efeito global é a transferência de massa para longe do oceano central e em direcção à costa.

Dois factores significam que a massa de água se vai deslocar do equador para os pólos: primeiro, as profundezas do Atlântico norte devem aquecer mais rapidamente que as restantes, graças a uma corrente que transporta água para baixo. Assim, a expansão e movimento da água é mais forte aqui. Segundo, a superfície da placa continental é maior nas latitudes mais elevadas que perto do equador.

Ter mais massa perto dos pólos, mais perto do eixo de rotação da Terra, vai fazer o planeta rodar mais depressa. "É como um patinador a fazer uma pirueta", explica Landerer, "quando os braços estão perto do corpo, roda-se mais rápido do que quando estão afastados."

"Este estudo só reforça até que ponto é importante a alteração climática que está a acontecer", diz Richard Gross, perito em rotação da Terra no Jet Propulsion Laboratory de Pasadena, Califórnia. "A Terra é um corpo tão grande que precisa de uma alteração enorme na distribuição da sua massa para que isso se revele na sua rotação."

"Se aquecermos o oceano a diferentes profundidades e lugares, a água vai entornar", concorda Rui Ponte, investigador climático na Atmospheric and Environmental Research em Lexington, Massachusetts.

 

Mas, diz ele, se e de que forma isto irá afectar a duração do dia é menos certo porque não sabemos muito acerca da forma como as profundezas do oceano vão responder ao aquecimento. "Os modelos fazem várias aproximações e têm problemas", salienta Ponte. O degelo dos pólos pode retirar massa aos pólos e distribuir de forma mais regular a massa em volta do planeta.

Vários outros factores também afectam a duração do dia na Terra: a gravidade lunar, por exemplo, aumenta o dia em 2,3 milissegundos em cada século. Interacções entre o núcleo líquido e o manto sólido também podem levar a subtis alterações na duração do dia.

Em 2002, um grupo de investigadores argumentou que as alterações climáticas podiam aumentar o dia 0,1 milissegundos por século devido ao aumento dos ventos que sopram de oeste para leste, a direcção oposta à da rotação da Terra.

A equipa de Landerer está agora a tentar descobrir se outros efeitos na redistribuição dos oceanos podem surgir. Por exemplo, diz ele, o eixo da Terra pode mover-se ligeiramente, alterando a posição dos pólos geográficos. 

 

 

Saber mais:

Felix Landerer

 

 

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