2007-03-20

Subject: Mosquitos anti-malária são mais aptos

 

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Mosquitos anti-malária são mais aptos

 

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Mosquitos modificados de forma a não transmitirem malária sobrevivem bem melhor que os seus primos normais, revela um novo estudo. O trabalho agora conhecido reacende a esperança de que mosquitos transgénicos possam um dia ser usados para extinguir os insectos naturais no mundo, controlando o propagar da malária.

Uma equipa da Bloomberg School of Public Health e do Malaria Research Institute da Universidade Johns Hopkins de Baltimore, Maryland, permitiu que mosquitos selvagens e transgénicos se alimentassem, em gaiolas de ratos infectados com malária e verificaram que não só os transgénicos não ficavam infectados, como acabavam por ultrapassar em número os normais. A população de mosquitos resistentes à malária cresceu porque estes produziam mais ovos e morriam menos.

Quando mosquitos transgénicos e normais se alimentavam de sangue não infectado o seu número permanecia mais ou menos igual.

"O que este estudo mostra é que os mosquitos transgénicos têm uma vantagem adaptativa", diz o líder do estudo Marcelo Jacobs-Lorena. "É a prova experimental que precisávamos", acrescenta Andrea Crisanti do Imperial College de Londres.

Há já algum tempo que os investigadores tentam criar mosquitos transgénicos que sejam resistentes ao Plasmodium, fazendo com que os insectos não propaguem a doença. Mas se os insectos transgénicos seriam capazes de competir com os normais e espalhar os seus genes modificados ou se simplesmente morreriam logo que fossem libertados permanecia um mistério.

Em 2003, um estudo feito por Crisanti sugeria que pelo menos um tipo de mosquito transgénico era menos apto que os normais, despedaçando temporariamente as esperanças de que os mosquitos modificados pudessem ser usados no combate à malária. Mas Crisanti não usou os genes da resistência à malária no seu estudo.

Em 2006, os investigadores descobriram que muitos mosquitos eram naturalmente resistentes ao parasita, aumentando novamente a esperança de que não era nada de bombástico ser resistente.

Este novo estudo analisa os mosquitos modificados intencionalmente para combater o parasita da malária e descobriu resultados muito mais encorajadores que o de 2003 mas não resolve todos os problemas, diz Jacobs-Lorena. 

 

A maioria dos investigadores pensa que para que haja uma dispersão eficaz do gene através do acasalamento seria necessário introduzir um transposão ou inocular os mosquitos com bactérias Wolbachia, o que encoraja a sobrevivência selectiva da descendência infestada pela bactéria. 

"Um mosquito individual pode ser transformado em laboratório mas agora o desafio é transformar uma população inteira", diz Crisanti.

Outros preocupam-se com o facto de tentar substituir intencionalmente uma população natural por uma geneticamente modificada poder ter uma série de consequências inesperadas no ambiente.

Os mosquitos modificados foram criados a partir da espécie Anopheles stephensi, um mosquito que propaga a malária na Ásia, e de um gene sintético que codifica um péptido conhecido por SM1. Os mosquitos geneticamente modificados matam o Plasmodium berghei, o parasita responsável pela malária em ratos, que ingerem. Em última análise, o objectivo é manipular o genoma de A. gambiae, o mosquito que mais transmite malária a nível mundial, de forma a que este seja resistente a um ou mais dos quatro parasitas que infectam o Homem.

A estratégia é apenas uma das muitas que os investigadores estão a utilizar no combate à malária. Outras são a criação de mosquitos transgénicos com sistemas imunitários alterados, que os protegerão do parasita através de vacinas humanas e aguardando que os anticorpos sejam ingeridos. As redes e os sprays contra insectos também são cruciais nos programas de controlo da malária. 

 

 

Saber mais:

John Hopkins Malaria Research Institute

 

 

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