2007-03-19

Subject: Esperança na terapia génica para fetos

 

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Esperança na terapia génica para fetos

 

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Cientistas ingleses acreditam que no futuro poderão curar bebés no útero através de terapia génica. 

O trabalho é controverso não apenas por questões éticas mas também devido às preocupações acerca da segurança dos procedimentos.

Há alguns anos, a França e os Estados Unidos suspenderam os testes com terapia génica depois de uma criança que tinha recebido tratamento com 3 anos ter desenvolvido cancro.

A terapia génica é uma forma de tratar doenças por substituição de genes danificados ou mutados por genes normais ou fornecendo novas instruções genéticas que ajudem a combater a doença.

Estes genes terapêuticos podem ser transferidos para o paciente através de um vírus inactivo ou de outro tipo de vector injectado no corpo. Os cientistas já trataram com sucesso pacientes com hemofilia e crianças com imunodeficiências raras através da terapia génica.

No entanto, a terapia génica em crianças e adultos tem enfrentado problemas porque o corpo do receptor pode desenvolver uma resposta imunitária e fabricar anticorpos que impeçam a eficácia do tratamento. Para além disso, existe o risco de o tratamento desencadear outro tipo de doenças, como o cancro.

A esperança reside em que, no estádio fetal, o sistema imunitário ainda não está suficientemente desenvolvido para impedir o efeito dos genes implantados.

Os cientistas acreditam que o tratamento também pode ser mais poderoso em bebés que ainda se estão a desenvolver e cujas células ainda se stão a multiplicar rapidamente. Desta forma pode fornecer uma cura antes que a doença possa causar danos à criança.

Simon Waddington, do University College de Londres, explica: "Existem várias vantagens. Por exemplo na fibrose quística, os danos pulmonares ocorrem antes do nascimento, logo se fizermos a terapia génica antes disso poderemos impedir os danos da doença. Tratar adultos faz com que seja demasiado tarde para reverter alguns destes danos."

 

Ele salienta ainda que não se trata de andar a mexer em genes e características que sejam depois passadas a gerações futuras. "Não estamos a modificar os filhos destas crianças, apenas a tratar um paciente."

Ele e a sua equipa do Imperial College já trataram com sucesso fetos de rato com genes correctivos implantados, tendo recebido um fundo para testar a terapia génica na cura da hemofilia em fetos de primatas. 

Waddington diz que ainda têm mais cinco anos de testes em animais antes de pensarem em realizar a técnica em humanos mas acrescenta: "A tecnologia para injectar os genes em bebés já existe, se a considerarmos suficientemente segura e eficaz."

Os cientistas não podem ainda excluir a hipótese de os genes passarem para a mãe, para além de passarem para o bebé.

Charles Coutelle, do Imperial College, comenta: "A questão da segurança é algo que vai demorar algum tempo ... e que precisa de ser analisado muito cuidadosamente."

Um porta-voz do Ministério da Saúde inglês refere: "Nunca foram realizados qualquer tipo de testes clínicos com terapia génica de fetos no útero no Reino Unido, nem será possível realizá-los nos próximos anos." 

 

 

Saber mais:

British Society for Gene Therapy

 

 

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