2007-03-17

Subject: A vida é mais rápida na zona temperada

 

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A vida é mais rápida na zona temperada

 

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A maioria das pessoas tem tendência a pensar nos trópicos como a zona mais 'quente' do planeta em relação ao surgimento de novas formas de vida mas zoólogos canadianos descobriram que na realidade é nas zonas temperadas que novas espécies evoluem e se extinguem mais rapidamente. 

A descoberta de Jason Weir e Dolph Schluter da Universidade da British Columbia em Vancouver ameaça revogar a teoria que diz que, porque as regiões tropicais contêm a maior biodiversidade, também têm a maior taxa de especiação.

"As nossas descobertas contradizem a visão convencional ao sugerir que as zonas temperadas, e não os trópicos, são as zonas quentes de especiação", diz Weir.

Os investigadores analisaram 309 pares de espécies irmãs, as que são aparentadas de forma mais próxima como os humanos e os chimpanzés, através de todo o continente americano. Compararam sequências de DNA de cada uma para definir o quanto tinham divergido e, portanto, á quanto tempo tinha ocorrido a separação.

As espécies de zonas temperadas tendiam a divergir mais recentemente, implicando que estão a surgir novas espécies de forma mais rápida nessas regiões. Perto do equador, as espécies irmãs estão separadas em média por 3,4 milhões de anos, enquanto as de latitudes mais extremas tinham menos de 1 milhões de anos de divergência.

A aparentemente prodigiosa taxa a que novas espécies surgem e desaparecem nas zonas temperadas pode ser devida ao ciclo de idades do gelo e períodos quentes, que afectam as latitudes extremas mais fortemente que os trópicos, sugere Weir. "A instabilidade climática intensa nas altas latitudes resultou em novas oportunidades de extinção e sobrevivência."

Por contraste, o clima relativamente inalterado das regiões tropicais significa que uma vez que uma espécie se tenha estabelecido é menos provável que se extinga.

 

O actual aquecimento do planeta também está a afectar de forma mais forte as latitudes extremas mas os resultados deste estudo apenas se aplicam a alterações mais dramáticas que ocorreram ao longo de uma escala de tempo mais alargada, não lançam luz sobre a forma como as espécies actuais podem ser afectadas por futuras alterações climáticas.

Apesar do nascimento e morte das espécies ocorrer a um passo mais lento nos trópicos, estes climas mais quentes podem ainda ser considerados hotspots de biodiversidade: contêm o maior número de espécies em qualquer momento. Isso acontece porque as condições tropicais são tão perfeitas para a vida, os recursos tão abundantes, que mais espécies podem florescer sem competirem umas com as outras.

Weir e Schulter focaram o seu estudo apenas em aves e mamíferos, logo resta saber se existem padrões semelhantes noutros animais e plantas mas parece que à escala evolutiva quanto mais frio, mais as condições de vida se deterioram e mais curta é a vida.

 

 

Saber mais:

UBC Biodiversity Research Center

Natural History Museum

 

 

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