2007-03-15

Subject: Leopardo das ilhas considerado uma nova espécie

 

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Leopardo das ilhas considerado uma nova espécie

 

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Naturepl.com/WWF-Canon

O leopardo das nuvens que se encontra em Sumatra e no Bornéu representa uma nova espécie, indica a investigação feita por geneticistas e pela organização conservacionista WWF.

Até agora pensava-se que estes felinos pertenciam à mesma espécie que os animais que podem ser encontrados no sudeste asiático continental mas os cientistas acreditam agora que as duas espécies divergiram há mais de um milhão de anos e têm vindo a evoluir separadamente deste então.

Os leopardos das nuvens são os maiores predadores do Bornéu, podendo crescer até à dimensão de panteras pequenas.

A separação entre estas duas espécies foi descoberta pelos cientistas do Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos, localizado perto de Washington DC.

"A investigação genética mostra claramente que os leopardos das nuvens do Bornéu têm que ser considerados uma espécie diferente", explica Stephen O'Brien, chefe do Laboratório de Diversidade Genómica do Instituto. "Os testes de DNA salientam cerca de 40 diferenças entre as duas espécies."

Evidências que ajudam a confirmar esta teoria vêm do exame dos padrões da pelagem: os leopardos do Bornéu e de Sumatra têm pequenas "nuvens" de cor com muitas manchas distintas entre elas, pelagem cinzenta e escura, bem como riscas duplas ao longo do dorso.

Os seus primos do continente apresentam nuvens grandes na pele, com menos, e frequentemente pálidas, manchas no interior do contorno das nuvens, são mais claros e mais avermelhados em tom.

 

"No momento em que começámos a comparar a pelagem dos leopardos das nuvens do continente e os de Bornéu, ficou claro que estávamos a comparar duas espécies diferentes", diz Andrew Kitchener, do National Museums of Scotland. "É incrível que ninguém nunca tenha notado estas diferenças antes."

O WWF, que mantém uma vasta operação de conservação no terreno no Bornéu, estima que existam entre 5 mil e 11 mil leopardos das nuvens na ilha, com mais 3 mil a 7 mil em Sumatra.

"O facto do predador de topo do Bornéu ser agora considerada uma nova espécie realça a importância do programa de conservação 'Heart of Borneo'", comenta Stuart Chapman, coordenador do WWF para um projecto que tem como objectivo a preservação da vida selvagem da ilha.

Os três governos com território na ilha, Indonésia, Malásia e Brunei, assinaram um acordo já este ano, comprometendo-se a proteger o "Heart of Borneo", 200 mil quilómetros quadrados de floresta tropical na zona central da ilha, e que se pensa ser particularmente rica em biodiversidade. 

 

 

Saber mais:

WWF - Heart of Borneo

Bornéu é um caldeirão de novas espécies

 

 

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