2007-03-13

Subject: Anestésico vulgar altera o cérebro de ratos

 

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Anestésico vulgar altera o cérebro de ratos

 

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A exposição a drogas anestésicas vulgares aumenta a produção de uma proteína cerebral que se pensa estar associada à doença de Alzheimer, revela um estudo em ratos.

A investigação agora conhecida reforça os receios de que as anestesias possam estar associadas a estados de demência em humanos.

Doses inaladas de halotano, uma categoria de medicamentos conhecidos por anestesias voláteis, aumenta a quantidade de uma proteína chamada amilóide no cérebro dos ratos, descobriram investigadores da Universidade da Pennsylvania em Philadelphia.

Cerca de 60 milhões de pessoas em todo o mundo recebem anestésicos voláteis todos os anos. Estas drogas são conhecidas por causar um 'declínio cognitivo pós-operatório' em muitos casos, podendo chegar a durar dias, semanas ou mesmo anos.

Se estas drogas aumentam a produção de amilóide beta, também podem estar associadas a demências a longo prazo, como o Alzheimer. O cérebro de pacientes com Alzheimer contém grande quantidade de amilóide beta, apesar da associação da molécula à doença ainda não ser conhecida.

Não há dados sobre se este efeito também ocorre em humanos mas até que mais informação seja recolhida, vai ser difícil dizer se os anestesistas deviam deixar de aplicar anestésicos voláteis, incluindo o halotano e o seu parente isoflurano, o mais comum do grupo.

Ainda assim, este estudo vem somar a um crescente conjunto de dados que dizem que estas drogas causam danos ao cérebro. "Cria um pouco mais de receio do que antes", diz Roderic Eckenhoff, um dos investigadores que publicou o estudo na revista Neurobiology of Aging. "Mas se precisamos de cirurgia, temos que a realizar."

Eckenhoff expôs ratos geneticamente modificados a altos níveis de amilóide beta e ratos normais a halotano e a isoflurano de forma intermitente durante 5 dias.

Os ratos geneticamente modificados expostos ao halotano tinham mais amilóide beta, apesar de serem cognitivamente normais, enquanto os ratos normais expostos a isoflurano mostraram um declínio na memória e na capacidade de aprendizagem, mostrando que estas drogas afectam o cérebro de mais de uma forma.

Eckenhoff salienta que as drogas podem não ter o mesmo efeito em humanos. Estes ratos não deviam desenvolver demência devido à produção de amilóide beta, enquanto os humanos desenvolvem.

 

Muitas pessoas têm mutações que as predispõem para o Alzheimer, apesar de actualmente não existir uma busca por essas mutações antes da cirurgia. Pessoas não idosas e sem predisposição não devem ter problemas após as cirurgias, diz ele. "Mas se temos uma dessas mutações, mesmo com 20 anos temos que nos preocupar."

A maioria dos anestésicos envolve uma injecção inicial seguida de anestésicos voláteis, que podem ser ajustados durante o procedimento para manter os paciente a dormir. Alguns peritos pretendem agora que o procedimento apenas utilize as drogas injectáveis como o propofol. Seria mais caro e manteria os doentes inconscientes mais tempo, o que aumenta os riscos gerais associados a esse estado.

NO mês passado, outro grupo de investigadores relatou que a exposição ao isoflurano aumenta os níveis de amilóide beta em células cerebrais em cultura. Os investigadores pensam que os anestésicos voláteis estabilizam as enzimas que governam a produção da amilóide beta, causando uma acumulação da molécula.

Os médicos deviam reunir evidências de amostras colhidas rotineiramente de operações ao cérebro, considera Rudolf Tanzi do Massachusetts General Hospital em Charlestown, membro da equipa de investigação. Levaria cerca de um ano a recolher as amostras e a verificar se quem recebeu anestésicos voláteis apresentam mais amilóide beta.

A Federal Drug Administration vai reunir para decidir acerca da segurança na utilização de uma vasta gama de anestésicos, mas ainda é muito cedo para pensar em proibir o isoflurano, diz Tanzi. Ainda assim, diz ele, os primeiros dados sugerem que nem todos os anestésicos voláteis têm o mesmo efeito que o isoflurano. "O desflurano, por exemplo, parece ser mais seguro, de acordo com os nossos dados." 

 

 

Saber mais:

MassGeneral Institute for Neurodegenerative Disease

 

 

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