2007-03-05

Subject: Abraços para evitar conflitos

 

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Abraços para evitar conflitos

 

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Os macacos-aranha utilizam um ritual de abraços, 'beijos' faciais e cheiradelas aos sovacos no início de uma reunião de grupo, presumivelmente para evitar que a situação desencadeie comportamentos agressivos.

Os macacos-aranha vivem em grupos numerosos que frequentemente se subdividem e voltam a reunir. Mesmo entre macacos que se conhecem, estas reuniões podem, no entanto, ser cheias de tensão e incerteza acerca das reacções dos outros, o que pode facilmente desencadear agressões.

"Os abraços são usados para tentar evitar alguma dessa incerteza entre grupos e para que se possa retomar rapidamente a actividade diária", explica o líder do estudo, o primatólogo Filippo Aureli da Universidade John Moores de Liverpool. "Apesar dos abraços apenas durarem um momento, aceleram todo o processo."

Aureli notou que os macacos que se abraçam raramente se tornam beligerantes uns com os outros ou com outros macacos durante o período de fusão dos grupos.

O estudo baseia-se nas observações de macacos-aranha Ateles geoffroyi selvagens na floresta mexicana da Península do Yucatán e foi publicado na última edição da revista Biology Letters.

Grupos que se separam e voltam a reunir regularmente podem ser muito exclusivos e pouco abertos a estranhos, o que vulgarmente é causa de conflitos nas reuniões, descobriu o estudo.

"Os indivíduos podem afastar-se para evitar conflitos acerca de recursos como alimentos ou acerca da tomada de decisões sobre para onde se o grupo deve deslocar-se de seguida", diz Aureli. Mas eventualmente os macacos terão que se reunir para defender a área contra invasores ou para se proteger de predadores.

 

Muitas vezes apenas um par de macacos se abraça, o que tira a tensão de ambos os grupos, revela o estudo, mas não é claro se certos macacos desempenham preferencialmente esse papel ou se é ao acaso. "Pode considerar-se que existam dois embaixadores", diz Aureli, "que se aproximam e abraçam, fazendo com que não haja mais conflitos para todos."

A perita em comportamento de primatas Patricia Wright, da Universidade de Stony Brook em Nova Iorque, considera este um estudo espantoso. Antes da sua realização, "não havia muitas evidências de que os abraços fossem uma forma de reduzir a tensão e mostrar que todos são iguais". 

Este tipo de estudo pode colocar os apertos de mão e abraços humanos sob uma nova perspectiva, diz Wright: "Existem muitos métodos de aliviar a tensão e variam entre as espécies. Os bonobos usam o sexo, por exemplo, o que não se vê noutros primatas. Os abraços também são assim, parece que apenas os macacos-aranha e os humanos os utilizam para aliviar tensão." 

 

 

Saber mais:

Biology Letters

Humanos deviam "falar" como os chimpanzés

Primatas têm generosidade egoísta 

Feições assimétricas associadas a agressividade

 

 

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