2007-03-04

Subject: Aproveitando o suor para produzir energia

 

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Aproveitando o suor para produzir energia

 

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É uma das pessoas que passa grande parte do seu tempo livre a suar num ginásio? Alguma vez pensou que toda essa energia podia ser usada de melhor forma?

Pois nada tema, rapidamente pode encontrar-se a converter essas calorias em luz e ajudar o ginásio onde treina a pagar a conta da electricidade.

O ginásio California Fitness de Hong Kong está entre um dos primeiros a saltar para a passadeira da energia verde: as passadeiras e as máquinas de treino das instalações estão ligadas ao sistema eléctrico do edifício. Se outros ginásios seguirem o mote, pode-se desencadear uma nova motivação: suor é igual a brilho.

A ideia de obter luz a partir do poder do pedal não é exactamente nova, há muito que se utiliza bicicletas com iluminação própria quando se pedala e pode-se comprar relógios que não usam bateria desde que estejam no pulso. Mas o esquema de Hong Kong é uma das ideias novas de recapturar energia com o objectivo de armazenar a energia excedente de actividades casuais de forma a gerar electricidade que teria de vir dos sistemas habituais.

Outras ideias de recapturar energia incluem a utilização dos passos para iluminar os túneis pedonais e mochilas militares que usam o movimento do seu portador para refrigerar os medicamentos que contém. Um clube nocturno holandês até instalou uma pista de dança que se ilumina quando minúsculos cristais no seu interior se deformam por acção do peso dos dançarinos.

As companhias de electricidade ainda não estão a perder muito, por enquanto. Quando todas as 13 máquinas do ginásio de Hong Kong estão a ser furiosamente pedaladas, a energia resultante ainda é apenas suficiente para cinco lâmpadas de 60 watt e mesmo que fossem usadas durante 10 horas por dia, o clube levaria 82 anos a pagar o investimento de US$15 mil que realizou. 

Ainda assim, os membros encontram aqui uma importante fonte de motivação, pois o ginásio está cheio de cartazes com dizeres como "Powered by YOU".

 

Para além disso, o esquema irá encorajar outros utilizadores a pensar acerca da origem da sua energia, diz Graeme Bathurst, um consultor de energia de Manchester. "As pessoas não ligam muito a de onde vem a sua energia, logo este tipo de situação vai faze-las pensar na questão."

Mesmo assim, os esquemas de recaptura de energia estão muito longe de serem economicamente rentáveis, diz Bathurst. "Não tenho a certeza de quanto valor comercial puro terão, é uma questão de economia a nível de imagem."

A chamada 'energia grátis' que é produzida por geradores locais, como as turbinas eólicas instaladas por negócios ou particulares, também não é realmente grátis. Bathurst salienta que o elevado custo de instalação do equipamento significa que muitos casos não passam de fingimento ou de 'relações públicas para verdes'.

A pista de dança holandesa, por exemplo, custa uns espantosos US$260 mil, muito mais do que o clube alguma vez pode esperar poupar na sua factura de electricidade, ainda que tenham clientes devido à engenhoca. Micro-turbinas eólicas em casas de cidade também não devem produzir energia suficiente para justificar, do ponto de vista económico, os custos da sua instalação. "As cidades não são assim tão ventosas logo nunca recuperaremos o investimento", diz Bathurst.

Então onde ficamos acerca dos desportistas aplicados, pedalando como hamsters na sua roda, funcionando como cobaias da recaptura de energia no ginásio de Hong Kong? Nem de longe perto do mercado comercial. "Até que alguém invista fortemente neste esquema, é demasiado caro", diz Bathurst. "É uma ideia interessante mas nesta altura do campeonato não passa de uma manobra de diversão." 

 

 

Saber mais:

California Fitness

TNEI

 

 

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