2007-03-02

Subject: Atribuídos fundos para o fabrico de etanol

 

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Atribuídos fundos para o fabrico de etanol

 

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A próxima geração de instalações para o fabrico de biofuel vai começar a operar ainda este ano. A 28 de Fevereiro o Department of Energy (DOE) dos Estados Unidos anunciou ajudas no valor de $385 milhões para a instalação de seis bio-refinarias que extraiam combustível de materiais como palha de trigo, aparas de madeira, relva cortada e até cascas de laranja.

Os projectos pretendem ajudar a alcançar o objectivo do presidente Bush de utilizar 35 biliões de galões de etanol por ano e outros combustíveis alternativos até 2017.

Seria quase impossível alcançar esse objectivo usando recursos convencionais de biofuel como o milho, que no ano passado rendeu cerca 5 biliões de galões de etanol no ano passado, retirados de 20% das colheitas de milho (a maioria das colheitas é usada para alimento de pessoas e animais). Como resultado, o DOE está a apoiar o desenvolvimento de fábricas que possam extrair etanol da celulose, obtendo um combustível potencialmente mais abundante e mais amigo do ambiente.

"A tecnologia tem vindo a ser optimizada há muitos anos, em laboratório e em fábricas-piloto", diz Jens Riese, da firma McKinsey and Company, mas as companhias têm tido receio de avançar com o risco financeiro de um projecto a larga escala. O DOE vai amortecer parte do risco ao entrar com 40% dos custos de cada fábrica.

Combinados com a parte da industria, mais de $1,2 biliões vão ser investidos no total nas seis bio-refinarias, que estarão prontas em 2011. "É o momento de passar a larga escala", diz Riese.

O DOE tinha originalmente planeado subscrever apenas 3 fábricas, num total de $160 milhões mas o interesse foi tão elevado que expandiram o projecto. O congresso ainda terá que aprovar os fundos extra, no entanto.

Durante o processo de revisão, as companhias tiveram que mostrar que os seus projectos eram tecnicamente exequíveis e rentáveis. Riese pensa que esse objectivo é realista com o apoio do DOE.

O DOE tenciona tornar o preço do etanol celulósico competitivo com o do etanol de milho, que actualmente custa $1,40 por galão a produzir.

 

Cada um dos seis projectos (veja The winning six), espalhados pelos Estados Unidos, tem uma abordagem diferente. Alguns usam pés de milho e maçarocas como fuel, outros utilizam arroz, aparas de madeira ou papel de resíduos municipais.

A forma como obtêm o fuel também varia. As tecnologias vão desde rasgar a celulose da madeira enzimaticamente, digeri-la com ácidos ou gasificá-la. Os açucares resultantes ou o gás serão transformados em etanol, mais de 130 milhões de galões no total por ano. Algumas das fábricas também irão produzir amónia ou metanol.

"É uma surpreendente mistura de tecnologia, matéria-prima e geografia", diz Brian Davison, director de investigação em bioprocessamento no Oak Ridge National Laboratory do Tennessee. "Aumentaram a chance de que múltiplos projectos tenham sucesso."

Pela maioria das estimativas, o etanol celulósico produzirá menos 70 a 90% menos gases de efeito de estufa por milha de condução que a gasolina, ao contrário das poupanças magras obtidas com o etanol de milho. "Os projectos vão em direcção a estes alvos. Até que ponto serão bem sucedidos dependerá da forma como funcionam", diz Davison.

O DOE vai estimular a utilização do biofuel e formas alternativas de energia de várias formas. Está actualmente a rever propostas para $2 biliões em garantias bancárias e $375 milhões para 3 novos centros de bioenergia. 

 

 

Saber mais:

Biofuels for transportation

From Biomass to Biofuels - A roadmap to the energy future

 

 

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