2004-01-09

Subject: Salmão de aquacultura não é comida saudável

News of the Wild

 

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Salmão de aquacultura não é comida saudável

 

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O salmão de aquacultura contém muito mais químicos perigos que o salmão selvagem, na realidade o suficiente para os apreciadores deste peixe limitem a quantidade ingerida, revelaram investigadores americanos. A culpada desta situação é a ração dada aos peixes em cativeiro, segundo este estudo agora publicado na revista Science.

Numerosos peritos de saúde aconselham a ingestão de peixe do tipo do salmão devido ao elevado conteúdo em gorduras saudáveis, nomeadamente ácidos gordos omega-3. Estas gorduras podem reduzir o risco de doenças cardíacas, entre muitos outros benefícios para a saúde humana. 

Mas agora, os investigadores, bem como muitos grupos ambientalistas, aconselham as pessoas a escolher o peixe que comem com mais cuidado. Devem passar a exigir que o salmão esteja claramente identificado como de cultura ou selvagem, para que possam fazer uma opção informada sobre que peixe comer. 

A equipa das Universidades de Indiana, Albany e Cornell, analisou o conteúdo em tóxicos contaminantes de 700 salmões de cultura e selvagens, retirados de mercados de 16 cidades europeias e norte americanas. Pensamos que é importante para as pessoas que comem salmão saberem que o salmão de cultura tem níveis superiores de toxinas que o salmão do mar aberto, refere o professor Ronald Hites, chefe da equipa que realizou o estudo. 

Os peixes foram analisados em busca de 13 tipos diferentes de químicos que se sabe acumularem-se nos tecidos do peixe, incluindo PCB, dioxinas, toxafeno, dieldrina, hexaclorobenzeno, lindano, heptacloro-epóxido, trans e cis-clorodano, gama-clorodano, alfa-clorodano, mirex, endrina e DDT. Alguns destes compostos são pesticidas, outros são derivados industriais e muitos são suspeitos ou confirmadamente causadores de cancro. 

O salmão de cultura recolhido nos mercados de Frankfurt, Edimburgo, Paris, Londres, Oslo, Boston, San Francisco e Toronto tinham os níveis mais elevados de toxinas, tendo os investigadores recomendado no seu estudo que os consumidores ingerissem, no máximo, uma (ou meia) refeição de salmão por mês.

 

O Salmão de cultura dos mercados de Los Angeles, Washington, D.C., Seattle, Chicago, Nova York e Vancouver tinham uma quantidade suficiente de toxinas para que as pessoas não devessem ultrapassar as duas refeições por mês, segundo as normas de segurança em vigor. 

Pelo contrário, seria perfeitamente seguro ingerir até 8 refeições por mês de salmão selvagem, referem. Outros investigadores aproveitam para salientar que existem outras fontes de omega-3, nomeadamente as nozes e outros tipos de sementes gordas. 

Muito produtos químicos podem-se acumular no corpo, permanecendo activos durante muitos anos, ou mesmo para toda a vida. O corpo pode, apesar disso, processar alguns desses produtos, daí existir um nível aceitável de ingestão, sem que existam consequências para a saúde. 

Este estudo está de acordo com  outros já publicados, que encontraram níveis elevados de PCB, pesticidas e até retardadores de fogo no salmão de cultura. 

 

 

Saber mais: 

Salmon dump pollutants on lake bed

Environmental Working Group || PCBs in Farmed Salmon

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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