2007-02-16

Subject: HIV ataca a primeira linha de defesa imunitária

 

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HIV ataca a primeira linha de defesa imunitária

 

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Os investigadores desenvolveram uma melhor compreensão da forma como o vírus HIV entra no corpo feminino durante o sexo. A descoberta pode ajudar a proteger as mulheres, que estão mais vulneráveis que os homens à transmissão do vírus durante o sexo vaginal.

O HIV ataca dois tipos de células da pele da vagina humana, descobriu a equipa de investigadores americanos, descoberta que pode ser outro passo em direcção à produção de vacinas e medicamentos que impeçam a infecção.

Os investigadores, liderados por Julie McElrath da Universidade de Washington em Seattle, quiseram saber o que acontece quando as mulheres são expostas ao HIV através do sexo vaginal, a forma mais comum de infecção neste sexo.

Dado que a pele da vagina é a primeira barreira para o vírus HIV, Florian Hladik, também da Universidade de Washington, decidiu analisá-la através de amostras retiradas durante operações. Ele utilizou um tratamento químico para separar a camada mais externa da pele vaginal dos tecidos subjacentes e expo-la ao HIV marcado com tintas florescentes. A equipa pode assim ver que células eram infectadas pelos vírus.

No espaço de 2 horas, o HIV tinha atacado células imunitárias especializadas de nome linfócitos T CD4+ e infectado mais de metade delas. Ao mesmo tempo, o vírus também tinha infectado outro tipo de célula imunitária, as células de Langerhans, ainda que não seja clara a forma como o faz.

Isto é muito importante porque os cientistas não tinham a certeza se o HIV infectava directamente os linfócitos T CD4+ na vagina, diz Ron Veazey, patologista do Tulane National Primate Research Center de Covington, Louisiana, que estuda vírus semelhantes ao HIV em macacos. "É significativo porque há grande polémica acerca de se os alvos iniciais da infecção pelo HIV estão na vagina", diz Veazey. "Ela demonstrou a infecção tanto dos linfócitos T CD4+ como das células de Langerhans pela primeira vez."

Saber que o vírus infecta tanto os linfócitos T como as células de Langerhans pode ajudar os investigadores a escolher os melhores microbicidas para proteger as mulheres da infecção pelo HIV. Os microbicidas são cremes ou gels que têm como objectivo bloquear a invasão do corpo pelo HIV mas até agora os 3 testes com estes produtos falharam.

 

Um produto, o Savvy, falhou na protecção da mulher contra o vírus. Os outros dois produtos parece que chegaram mesmo a aumentar o risco da mulher ser infectada pelo HIV. Um deles, o Ushercell, foi retirado dos testes clínicos a 31 de Janeiro deste ano devido a esses resultados.

A nova descoberta pode ajudar os investigadores a evitar falhanços destes. As descobertas indicam que qualquer microbicida eficiente deve impedir que o HIV infecte tanto os linfócitos T como as células de Langerhans, diz McElrath.

"Este estudo mostra que quando o tracto genital feminino é exposto ao HIV, o vírus pode escolher dois tipos de célula para infectar, logo as melhores estratégias terão que eliminar a infecção em ambas", explica McElrath.

Os cientistas têm trabalhado em candidatos a microbicidas que tentam bloquear a infecção dos linfócitos T mas estes produtos ainda estão a anos de distância de testes clínicos em grande escala. Os 3 microbicidas que falharam nos testes clínicos não tinham como alvo específico os linfócitos T e nenhum continua a ser testado em humanos. 

 

 

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