2007-02-15

Subject: HIV revela fragilidade

 

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HIV revela fragilidade

 

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Os investigadores médicos descobriram uma falha na armadura em constante mudança do vírus HIV, uma descoberta que pode ser um passo em frente significativo na busca por uma vacina.

O vírus da SIDA invade o sistema imunitário porque a maioria das proteínas que cobrem a sua superfície mudam constantemente a de estrutura mas os investigadores identificaram um local que não muda e demonstraram de que forma um anticorpo se aí ligar. Se o corpo puder ser estimulado a produzir as suas próprias cópias deste anticorpo antes da infecção, então, em teoria, poderá atacar este vírus esquivo e impedir a infecção.

"Há muito tempo que as pessoas têm vindo a perguntar se uma vacina contra o HIV é sequer possível", diz Peter Kwong do US National Institute of Allergy and Infectious Diseases de Bethesda, Maryland, que liderou a investigação. "O que esta descoberta diz é que não se trata de um sonho, existe realmente uma vulnerabilidade."

A descoberta refere uma proteína do HIV chamada gp120. Durante a infecção, a gp120 liga-se a uma proteína que se encontra no sistema imunitário chamada CD4. Como este é um passo essencial para o ciclo de replicação do vírus, uma zona chave da gp120 retém a conformação, ao contrário de outras proteínas da superfície do HIV.

Investigadores de vacinas sabem deste processo há anos mas havia um problema. Anteriormente, pensavam que esta ligação ao anticorpo estava escondida entre as dobras da proteína gp120 até ao momento crucial da infecção. Esta máscara significaria que os anticorpos não seriam capazes de reconhecer a parte inalterada e de se lhe ligar.

Mas Kwong mostrou que não é assim. Esta zona crucial da gp120 nunca está escondida, a proteína não muda de forma até que a gp120 esteja ligada à CD4. Isto significa que o local de ligação não está fora do alcance dos anticorpos em tempo algum e, para além disso, a equipa conseguiu obter um anticorpo, baptizado b12, para se ligar à gp120 e estudou o processo de forma a revelar a estrutura das duas moléculas quando se unem.

 

O anticorpo b12 já é conhecido por proteger macacos da infecção com o vírus aparentado da imunodeficiência símia. O desafio agora está em descobrir uma forma de levar o corpo humano a produzi-lo em grande quantidade.

A vacina pode ter esse efeito de várias formas, diz Kwong. Pode ser uma proteína ou uma cadeia de DNA que dá ao corpo informação sobre como produzir b12. Também uma parte da proteína gp120 do HIV pode ser usada para estimular o corpo a aumentar a produção dos anticorpos contra ela.

Algumas pessoas infectadas com o HIV já desenvolvem anticorpos semelhantes mas porque já foram expostas ao vírus é demasiado tarde para impedir a infecção permanente. Logo, a vacina só funcionará se for administrada antes da infecção.

A questão, diz Kwong, é se um medicamento que estimule a produção de anticorpos pode ser desenvolvido para alguém que nunca esteve em contacto com o vírus. Os investigadores planeiam agora realizar testes em animais para verificar se os níveis elevados de anticorpos podem ser alcançados. 

 

 

Saber mais:

Center for HIV-AIDS Vaccine Immunology

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Cortando o risco de infecção por HIV

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