2007-02-13

Subject: Japão aumenta pressão para retoma da caça comercial à baleia

 

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Japão aumenta pressão para retoma da caça comercial à baleia

 

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Os países que defendem a caça comercial à baleia vão reunir-se em Tóquio para definir uma estratégia com o objectivo de levantar a moratória que proíbe a caça.

O Japão convidou 72 membros da International Whaling Commission (IWC) mas países anti-caça como o Reino Unido ou a Austrália não vão comparecer.

O encontro de três dias surge ao mesmo tempo que permanece activa a polémica sobre os encontros antárcticos entre os navios baleeiros japoneses e os grupos conservacionistas que defendem as baleias.

A Austrália e a Nova Zelândia já consideraram que os ambientalistas tinham ido longe demais. O ministro responsável pela conservação da Nova Zelândia, Chris Carter, disse mesmo que os baleeiros e os activistas de defesa das baleias estavam "a ter um comportamento infantil e estúpido".

O Japão convocou as conversações de Tóquio com o objectivo declarado de acabar com a divisão entre os membros pro e anti-caça na IWC, situação que já dura há vários anos.

O governo japonês acredita que a comissão se tornou demasiado focada na conservação das baleias e pretende que a moratória global, que já dura há 21 anos, seja levantada e que a Comissão retome o seu propósito de regulação da actividade baleeira.

O comissário japonês na IWC, Minoru Morimoto, abriu a reunião expressando o seu desapontamento pela não comparência de perto de metade dos países convocados. "Um dos nossos objectivos é melhorar as relações dentro da IWC, que se tornaram de confrontação permanente, e melhorar o diálogo", disse ele aos delegados. "É uma pena que a maioria das nações anti-caça tenham escolhido o confronto."

Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Reino Unido estão entre as 26 nações que recusaram participar na conferência.

Antes da abertura da conferência, o Reino Unido fez saber que a IWC era "o único fórum reconhecido onde realizar este tipo de debate". "Estamos gratos ao Japão por tentar debater as questões que dividem a Comissão, mas ainda assim acreditamos que esta iniciativa pode servir para polarizar e distrair os membros do importante trabalho de conservação da IWC."

O Japão tem sido acusado pelos ambientalistas de comprar o apoio de nações pobres com pacotes de ajuda mas isto foi sempre negado pelos seus delegados na conferência. "Não somos um país de baleeiros mas a questão dos recursos dos nossos mares é muito importante para nós", diz Cedric Liburd, ministro das pescas de St Kitts and Nevis. "Ninguém compra o nosso voto."

 

O Japão, que considera a carne de baleia parte da sua cultura, caça baleias para o que considera propósitos científicos. A sua frota partiu em Novembro para os mares antárcticos para caçar 850 baleias minke e 10 baleias fin.

Recentemente a frota foi seguida por navios dos grupos conservacionistas, o que resultou em confrontos. Uma colisão entre o baleeiro Kaiko Maru e uma embarcação operada pela Sea Shepherd Conservation Society danificou a hélice do navio japonês, o que levou, segundo relatos, a que tivesse que regressar ao porto.

O governo japonês pediu às autoridades neozelandesas que detivessem as embarcações da Sea Shepherd, enquanto alguns grupos ambientalistas pediram aos governos de Wellington e Camberra para desenvolver acções diplomáticas contra o Japão.

Carter apelou à Sea Shepherd que não fizesse nada que coloque vidas em perigo, enquanto o ministro do ambiente australiano Malcolm Turnbull comentou: "Não é aceitável que qualquer navio ameace ou use de violência contra qualquer outro. São acções perigosas e irresponsáveis." Os seus apelos parecem ter sido bem sucedidos, pois a Sea Shepherd prometeu que não abalroava ou incapacitava os navios japoneses. 

 

 

Saber mais:

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