2007-01-28

Subject: Cientistas encontraram os 'travões' do sistema imunitário

 

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Cientistas encontraram os 'travões' do sistema imunitário

 

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Os cientistas dizem que descobriram a forma como o corpo controla a maquinaria que utiliza para combater infecções e invasões de organismos estranhos.

O avanço, publicado na última edição da revista Nature, pode um dia ajudar a encontrar formas de dominar reacções imunitárias indesejadas que se seguem a cirurgias de transplante. 

Os investigadores da Universidade Johns Hopkins dizem que a proteína conhecida por carabina pode ser a forma de o corpo restringir a acção das suas defesas. A equipa descreve-a como um cronómetro incorporado no sistema imunitário.

A imunidade é vital para a sobrevivência humana pois o corpo é constantemente confrontado com coisas que lá não deviam estar, incluindo bactérias e vírus. O sistema está constantemente a adaptar-se quando enfrenta novas ameaças de organismos desconhecidos.

No entanto, um sistema imunitário excessivamente poderoso ou uma resposta imunitária descontrolada também pode ser uma desvantagem, como no caso de algumas doenças que envolvem o ataque do sistema imunitário a partes do próprio corpo por não os reconhecer como parte do 'eu'.

A equipa da Johns Hopkins, liderada por Jun Liu, tem andado em busca de moléculas no corpo que possam lançar alguma luz sobre a forma como o sistema imunitário é controlado.

Descobriram que uma proteína conhecida por carabina parecia ser importante, associando-se a células durante a infecção. É produzida pelos glóbulos brancos, um dos mais importantes componentes do sistema imunitário.

No entanto, o seu papel realmente parece ser o de restringir a capacidade dos glóbulos brancos empreenderem a resposta à infecção. Descobriram que quando existia mais carabina numa célula, parecia reduzir a sua actividade.

Liu comenta: "Actua como um travão interno para reduzir a velocidade e a intensidade de uma resposta imunitária de forma a que esta não se descontrole e acabe por atacar células saudáveis. É como ter um cronómetro incorporado que mantém o sistema imunitário em cheque."

 

A carabina parece funcionar de forma semelhante a drogas como a ciclosporina, que são utilizadas para controlar a rejeição de órgãos transplantados.

Liu sugeriu que uma possível utilização pode ser a criação de uma nova droga que o faça e talvez também ajude a controlar as doenças auto-imunes, como a esclerose múltipla. 

Peter Peachell, farmacologista da Universidade de Sheffield diz que o estudo oferece "possibilidades interessantes" mas alerta para as dificuldades práticas de desenvolver e produzir um medicamento que incorpore uma macro-molécula como a carabina.

Refere ele: "A carabina parece actuar no mesmo alvo que as drogas imunossupressoras como a ciclosporina, logo oferece uma alternativa potencial. O que este estudo faz é dizer-nos mais acerca da forma como o sistema imunitário é controlado, logo traz a possibilidade de tratamentos mais eficientes para uma variedade de doenças auto-imunes, ainda que isso ainda esteja longe."

Ele considera que, em algumas circunstâncias, podem existir benefícios em desligar a acção da carabina e não aumentá-la, como nas primeiras fases da infecção por vírus como o HIV, quando um sistema imunitário robusto e sustentado pode ser útil. 

 

 

Saber mais:

Nature

Johns Hopkins University

 

 

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