2007-01-25

Subject: Descoberta "arca do tesouro" de fósseis na Austrália

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the Wild

Este boletim é mantido por simbiotica.org, a Rede Simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

Mantenha-se informado das últimas novidades e troque ideias com todos os que fazem parte desta imensa rede!

 

Em destaque:

Descoberta "arca do tesouro" de fósseis na Austrália

 

  Questões ou comentários para: webmaster@simbiotica.org

Dê a rede simbiotica.org a conhecer a um amigo!!

Os esqueletos de oito novas espécies de cangurus extintos foram encontrados entre uma verdadeira arca do tesouro de fósseis na árida planície de Nullarbor na zona central da Austrália.

Em três cavernas, os investigadores escavaram os vestígios de 69 espécies de vertebrados, mais uma de um molusco, que viveram entre 800 mil e 200 mil anos atrás. A descoberta rara lança luz sobre um tópico altamente polémico: o que dizimou a megafauna da antiga Austrália?

Os paleontologistas dizem que os animais agora descobertos viveram num clima árido semelhante ao actual na zona e que isso implica que as alterações climáticas não foram totalmente responsáveis pela extinção da megafauna australiana, como argumentavam alguns cientistas.

"Pela primeira vez temos evidências de que havia um grupo inteiro de espécies de megafauna adaptado a condições relativamente secas", diz Gavin Prideaux, paleontólogo do Western Australian Museum de Perth. "As pessoas que querem manter a hipótese da alteração climática precisam de fazer algumas revisões à sua tese."

Durante milhões de anos, a paisagem queimada pelo Sol da Austrália foi povoada por animais imensos como marsupiais tipo wombat do tamanho de rinocerontes, lagartos de 7 metros e leões carnívoros que vivam nas árvores. Depois, há cerca de 45 mil anos, por volta da altura em que os humanos chegaram, quase toda a megafauna australiana desapareceu. O continente perdeu 90% dos seus animais grandes em alguns milhares de anos.

Exactamente porquê tudo aconteceu permanece um mistério. Alguns peritos argumentam que durante a última Idade do Gelo australiana, os animais não se conseguiram adaptar a condições mais frias e secas, enquanto outros apontam o dedo aos nossos ancestrais, alegando que os primeiros colonos destruíram os animais e o seu habitat com a caça e os fogos sucessivos.

 

Neste novo estudo, a equipa de Prideaux datou os fósseis através de elementos radioactivos preservados em calcite que reveste os ossos. De seguida, ao comparar outros elementos presentes nos ossos dos fósseis com os dos seus parentes modernos como os cangurus e os wombats, os investigadores reconstruíram os hábitos alimentares e de bebida dos animais. 

Os resultados indicam que eram essencialmente herbívoros que passavam o dia a pastar em terrenos secos e abertos. "Talvez fosse um pouco mais húmido que actualmente mas a megafauna estava claramente adaptada a este clima realmente seco", diz Prideaux.

Nem todos concordam com as conclusões do novo estudo, no entanto. "Fazendo esta abordagem simplista pode-se conseguir baralhar muitos aspectos bem mais complexos", diz Judith Field, arqueóloga da Universidade de Sydney, Austrália. Ela acredita que as alterações climáticas foram responsáveis pelo declínio pré-histórico e que a chegada do Homem fez tombar um sistema já frágil em direcção à extinção.

Anthony Stuart, paleontólogo da University College de Londres, que trabalha com extinções euroasiáticas, concorda. Animais já em stress devido às alterações climáticas são mais vulneráveis ao impacto da acção humana: "Não se trata simplesmente de 'isto ou aquilo'." 

 

 

Saber mais:

Wikipedia- Australian megafauna

Museum Victoria- Prehistoric Life

West Australian museum

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

@ simbiotica.org, 2007


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com