2004-01-07

Subject: Medo da pneumonia atípica lança China numa caça à civeta

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Em destaque:

Medo da pneumonia atípica lança China numa caça à civeta

 

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Numa auto-imposta corrida contra o tempo, as autoridades do sul da China já electrocutaram e afogaram as primeiras de milhares de civetas (também conhecidas por gatos almiscarados), num esforço para eliminar a possível fonte do vírus da pneumonia atípica (SARS). 

A matança generalizada de animais retirados de mercados de vida selvagem na província de Guangdong foi posta em marcha apesar dos apelos à cautela por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta agência das Nações Unidas anunciou que a morte das civetas pode destruir pistas importantes acerca da origem da SARS e poderá mesmo ajudar à propagação da doença. 

As autoridades chinesas ordenaram a morte de mais de 10000 civetas, um animal considerado uma iguaria pelos locais, e de todos os animais selvagens com eles aparentados ou com eles em contacto, até sábado. Centenas foram já mortas esta terça-feira e os agentes estavam a verificar os automóveis nas auto-estradas, para evitar o contrabando de animais. 

Testes genéticos sugeriram uma ligação entre as civetas e o vírus da SARS, diagnosticado num produtor de televisão de 32 anos de idade em Guangdong, no que foi o primeiro caso registado na China esta temporada. 

Activistas dos direitos dos animais de Hong Kong já condenaram a chacina de civetas. Não se pode afirmar com certeza se a civeta é ou não a fonte directa do vírus da SARS, comenta Ng Cho-nam, presidente da Conservancy Association. Se decidirem matar os animais, pelo menos deveriam faze-lo de forma humana, reduzindo ao mínimo o seu sofrimento, o que não se pode dizer do afogamento, em que os animais demoram um tempo inimaginável a morrer. 

Os meios de comunicação chineses revelaram que as civetas e outros animais estão a ser mergulhados, dentro de jaulas, em contentores com água, para se afogarem. Autoridades locais em Guangdong referiram também que alguns estão a ser electrocutados e os seus corpos queimados. Fotografias nos jornais mostram trabalhadores com máscaras e vestuário de protecção a afogarem os animais. 

 

As civetas, animais aparentados com os mangustos, foram citadas por cientistas durante o surto de SARS do Inverno passado como uma possível fonte do vírus, que se acredita ter tido origem em animais. A China baniu o comércio de animais selvagens na altura mas levantou essa proibição em Agosto. 

Os investigadores de Hong Kong revelaram que amostras retiradas do produtor televisivo mostravam semelhança com uma nova estirpe do vírus encontrada em civetas, sugerindo uma nova passagem do vírus de animais para o Homem. 

Esta abordagem agressiva contrasta com a resposta inicial ao primeiro surto de SARS, em que levaram semanas a reconhecer a gravidade da situação, tendo sido severamente criticados por não corresponderem a apelos internacionais de informação e acção. 

 

 

 

Saber mais: 

Vírus da pneumonia atípica é uma mistura

Comércio de animais na China e Pneumonia atípica

 

 

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