2007-01-10

Subject: Silhueta de ampulheta no topo das preferências

 

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Silhueta de ampulheta no topo das preferências

 

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De todos os ingredientes que fazem parte da forma feminina ideal não será o vencedor mais óbvio mas os investigadores alegam que para o máximo de popularidade ao longo dos séculos nada bate uma cinturinha de vespa.

Uma equipa americana reviu relatos da beleza feminina na literatura anglo-saxónica dos séculos XVI, XVII e XVIII e descobriu que a única característica que consistentemente faz bater os corações mais rapidamente era uma cintura fina.

"A cintura não parece intuitivamente uma parte do corpo sexy", admite Devendra Singh da Universidade do Texas, Austin, que liderou o estudo, mas a única coisa em que centenas de autores analisados pareciam unânimes. Nem sequer concordavam se os seios grandes, esse cliché da atractividade sexual moderna, eram ou não bonitos.

A preferência por uma cintura fina também é encontrada nos escritos indianos do século I e nos trabalhos chineses do século IV, já tinha a equipa de Singh descoberto anteriormente.

A popularidade da cintura fina pode ser devida ao que revela acerca da saúde e fertilidade da mulher, diz Singh. A saúde está associada a baixos níveis de gordura abdominal e os altos níveis de hormonas sexuais femininas estreitam a cintura e dão ao corpo uma forma de ampulheta.

Singh e a sua equipa analisaram um banco de dados contendo cerca de 345 mil trabalhos de literatura inglesa e americana, seleccionando apenas os escritos ingleses mais antigos e relacionando termos como 'cintura', 'seios', 'ancas' e 'nádegas' com palavras como 'rechonchuda' e 'esbelta'. 

As evidências da preferência por uma cintura fina por todo o mundo e através dos séculos sugerem que deriva de algo mais inerente do que a moda ou a influência dos média globais.

"Hoje em dia não há cultura sem influências ocidentais, logo é fácil dizer que estão a imitar o Ocidente", diz Singh, "mas este estudo mostra que isto não pode ser explicado como um capricho da cultura ocidental."

 

Pode, no entanto, não ser muito unânime. Num estudo de 1998 em que homens do povo indígena Matsigenka do Peru tiveram de escolher a sua silhueta feminina preferida, a maioria preferiu uma mulher rechonchuda e alguns comentaram que uma mulher de cintura fina parecia sofrer de febres e diarreia. (veja 'World-wide waistlines').

Uma cintura mini pode dar aos homens informação valiosa acerca do potencial reprodutor de uma mulher e isso pode ser o motivo porque, inconscientemente, a consideram atraente, diz Singh. Uma teoria semelhante foi utilizada para explicar porque inconscientemente registamos os rostos altamente simétricos, um indicador de bons genes, como mais bonitos.

Referências a belas cinturas finas datam desde o antigo Egipto, salienta Singh. O epitáfio da rainha Nefertari, a mulher favorita do faraó Ramsés II, que reinou há quase 4 mil anos, menciona explicitamente a sua cintura fina.

A preocupação tem-se estendido ao longo dos séculos, desde a Vénus de Milo à revista Playboy, diz Singh. Ele descarta rapidamente como capricho as beldades gorduchas da moda dos quadros do século XVII de artistas como Rubens.

A descoberta também sugere uma explicação para o facto de as mulheres vitorianas preferirem os corpetes e espartilhos às dietas, para além de potencialmente trazer notícias deprimentes para as mulheres actuais que podem estar pouco satisfeitas com os seus corpos, continua Singh. "Muitas mulheres estão a perder peso mas será que vão passar a ter a forma de corpo correcta?" 

 

 

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