2006-12-13

Subject: Dizer adeus ao período de vez?

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Dizer adeus ao período de vez?

 

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Os períodos menstruais são um incómodo desnecessário que pode ser eliminado da vida das mulheres sem problemas, é a mensagem que começa a ser cada vez mais ouvida, vinda especialistas em medicina reprodutiva.

As últimas evidências provêm de um estudo para uma nova pílula contraceptiva que foi concebida para ser tomada de forma contínua, em vez de se deixar uma semana de intervalo entre cada mês para desencadear a menstruação. O estudo mostrou que esta pílula parece ser tão segura como as outras a curto prazo e que, talvez sem surpresa, as mulheres sofrem menos problemas menstruais (de dores a alterações de humor) todos os meses.

A ideia de que as mulheres devem ter uma menstruação mensal é largamente aceite mas tem poucas bases científicas, de acordo com alguns peritos. Muito antes da chegada da contracepção, as mulheres férteis estavam grávidas ou a amamentar durante a maior parte do seu tempo reprodutor, deixando apenas alguns meses entre bebés para terem período.

Quando os contraceptivos orais surgiram na década de 50, os médicos pensaram que as mulheres ficariam mais descansadas em relação a continuarem férteis mas não grávidas se o período continuasse. Assim, a pílula típica, contendo estrogénios e progesterona sintéticos para impedir a ovulação, é tomada durante três semanas, seguida de uma semana de intervalo.

Mas desde há anos que alguns médicos dizem a algumas mulheres, incluindo aquelas com problemas de saúde que tornam os períodos fortemente dolorosos, que podem tomar a pílula de forma contínua, enquanto outras mulheres tomam essa decisão por si próprias.

O último estudo é sobre uma pílula chamada Lybrel e foi pago pela Wyeth Pharmaceuticals, a companhia que pediu a aprovação da sua venda à US Food and Drug Administration. Contém níveis de estrogénios muito semelhantes aos existentes nas pílulas já comercializadas e uma dose ligeiramente menor de progesterona.

O estudo de fase III, com mais de 2100 mulheres, é o maior até à data a analisar os efeitos da interrupção do período com a utilização de uma pílula. Os investigadores descobriram a pílula é tão eficaz como contraceptivo como as restantes e os efeitos secundários (dores de cabeça a alterações dos níveis de colesterol) não eram piores ao longo do ano de estudos.

Um segundo estudo, que ainda não foi publicado, mostra que a pílula diminuiu alguns dos sintomas desagradáveis que as mulheres sentem com a menstruação, diz o autor principal David Archer, da Eastern Virginia Medical School, em Norfolk.

Um contra do uso contínuo da pílula é que cerca de 40% das mulheres sofreu hemorragias inesperadas. Perto de 60% das mulheres do estudo escolheram parar de tomar as pílulas antes do fim do ano de estudo.

 

"Em mulheres que utilizam contracepção não há necessidade real para a existência de menstruação", diz Freedolph Anderson, que estudou o uso contínuo de contraceptivos orais na Eastern Virginia Medical School. "Há muito que os médicos sabem isto."

Mas os investigadores ainda não sabem se as pílulas contraceptivas tomadas sem pausas geram riscos aumentados de problemas após muitos anos (o estudo mais longo, como este, durou apenas um ano). Pensa-se que a pílula aumento o risco de coágulos sanguíneos e ataques cardíacos em algumas mulheres e ainda se debate se aumenta o risco de cancro da mama. Por outro lado, está associada a uma redução do risco de cancros dos ovários e do endométrio.

Os especialistas dizem que as doses hormonais da Lybrel são relativamente baixas e é pouco provável que haja um risco acrescido. "Não me parece que haja algo negativo na toma de mais 90 comprimidos por ano", diz Archer. Ainda assim, os estudos a longo prazo deste tipo não foram feitos e qualquer tipo de risco pode levar décadas a emergir.

Entretanto, várias opções estão a abrir-se para as mulheres que têm uma razão médica, ou apenas um desejo, de eliminar a dor e o aborrecimento dos períodos.

A Seasonale, que foi introduzida nos Estados Unidos em 2003, é um medicamento que apenas permite quatro períodos por ano. Outros contraceptivos, como as injecções de progesterona sintética, podem impedir os períodos por completo.

Linda Miller, que estuda s supressão menstrual na Universidade de Seattle, Washington, argumenta que as mulheres estariam tão bem ou melhor se simplesmente tomassem a sua pílula habitual sem interrupção, em vez de mudarem para outro contraceptivo como a Lybrel. 

 

 

Saber mais:

WHO Contraception

Wyeth

Período menstrual afecta o cérebro das mulheres

Mulheres são mais bonitas uma vez por mês

 

 

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