2006-11-28

Subject: Químico dá novo alento ao contraceptivo masculino

 

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Químico dá novo alento ao contraceptivo masculino

 

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Os cientistas estão a trabalhar num tratamento contraceptivo que pode ser capaz de impedir a ejaculação. 

Os investigadores do King's College de Londres aperceberam-se que drogas usadas no tratamento de pressão elevada e esquizofrenia tinham este efeito e já identificaram os químicos que imitam essa situação. Agora, a equipa planeia testá-los em estudos com animais e humanos, na esperança de ter um tratamento eficaz no espaço de cinco anos.

Os peritos em fertilidade agradecem o estudo, referindo que pode significar que os casais passem a partilhar a responsabilidade da contracepção.

Vários outros contraceptivos masculinos, administrados como injecções, implantes ou adesivos, estão também a ser desenvolvidos. A maioria baseia-se em hormonas que levam o cérebro a deixar de produzir as hormonas sexuais mas o tratamento do King's College actua impedindo a contracção do músculo longitudinal do vaso deferente, um dos responsáveis pela expulsão do esperma pelo pénis.

As drogas criadas para o tratamento da esquizofrenia e da tensão alta impediam a ejaculação nos homens que as usavam e descobriu-se que a situação era devida a este efeito há mais de uma década. O conhecimento não tinha sido tido em conta nestas circunstâncias porque as drogas tinham efeitos secundários importantes, como tonturas e sonolência, significando que não podiam ser usados como contraceptivos.

Os testes em tecidos humanos ajudaram a identificar os químicos que têm o mesmo efeito e a equipa está decidida a testar o tratamento em animais e, posteriormente, em humanos.

Propõe-se que os homens tomem um comprimido todos os dias, tal como as mulheres fazem com a pílula contraceptiva, ou podem tomar um comprimido algumas horas antes do acto sexual.

Como o contraceptivo não depende de hormonas, os investigadores sugerem que a fertilidade deve voltar ao normal no dia seguinte, se não for tomado novo comprimido.

 

Christopher Smith, que contribuiu para esta investigação, refere: "Se um homem tomar a pílula ao longo de um período de vários meses e de repente decidir deixar de o fazer, será de esperar que a fertilidade regresse ao normal tão rapidamente como se apenas tivesse tomado um comprimido."

Rebecca Findlay, da Family Planning Association também de Londres, comenta: "Torna-se muito cansativo para as mulheres serem sempre elas as responsáveis pela fertilidade. Será, para elas, uma nova forma de libertação."

Allan Pacey, secretário honorário da British Fertility Society, refere, por sua vez: É um conceito muito bem vindo, se os próximos testes demonstrarem que funciona. Há necessidade de algo para os homens tomarem."

Mas ele, ainda assim, está preocupado com a possibilidade de o esperma ser "reorientado" para a urina, ou que esteja apenas presente na uretra, e que ainda possam ocorrer gravidezes indesejadas. 

 

 

Saber mais:

King's College London

 

 

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