2006-11-27

Subject: Quotas de captura de atum reduzidas devido ao declínio dos stocks

 

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Em destaque:

Quotas de captura de atum reduzidas devido ao declínio dos stocks

 

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As capturas anuais de atum-rabilho Thunnus thynnus no Mediterrâneo e no Atlântico ocidental vão ser reduzidas em um quinto numa tentativa para conservar os stocks cada vez mais em declínio.

As 42 nações que fazem parte da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT) chegaram a um acordo sobre a redução nas quotas durante um encontro que decorreu em Dubrovnik, Croácia. Para além dos cortes, a ICCAT também acordou na implementação de medidas para combater a captura ilegal destes peixes gigantes.

Os grupos conservacionistas criticaram, ainda assim, a escala dos cortes acordados, qualificando-os como "fracos, escandalosos e inadequados".

Os conselhos científicos preparados para o encontro da ICCAT concluíram que as capturas no Atlântico leste e no Mediterrâneo estavam cerca de três vezes acima dos níveis sustentáveis.

A pressão de organizações como o WWF e a Greenpeace levaram a que algumas nações europeias e norte africanas a apoiar reduções nas quotas de capturas e medidas para combater a pesca ilegal, pois o WWF concluiu que um terço dos atuns-rabilho desembarcados é capturado ilegalmente.

O acordo da ICAAT levará a que as capturas caiam das 32 mil toneladas actuais para 25 mil toneladas em 2010, haja um aumento do peso mínimo permitido de 10 Kg para 30 Kg, uma extensão das épocas de captura zero, ao controlo, licenciamento e inspecção que garantam a aplicação dos regulamentos, bem como a uma redução para o máximo de um atum capturado em pesca desportiva.

"As medidas decisivas que foram acordadas no encontro da ICAAT representam uma alteração realística em direcção à recuperação gradual do atum-rabilho e, igualmente importante, para a sustentabilidade das pescas, das frotas e das comunidades costeiras envolvidas", comentou o comissário da União Europeia para as pescas Joe Borg.

 

Mas os grupos conservacionistas não ficaram satisfeitos com os resultados do encontro.

"A decisão de hoje ficará para a história como o momento em que a credibilidade da ICAAT como organização regional de gestão das pescas foi destruída", diz Sergi Tudela, chefe das pescas da WWF no Mediterrâneo. "Este é um plano de colapso, não um plano de recuperação, é uma troça do trabalho dos cientistas."

O WWF referiu que os governos europeus tinham trocado a conservação a longo prazo pelos interesses comerciais a curto prazo.

A decisão da ICAAT segue-se a reduções já feitas este ano no Japão, que tinha concordado unilateralmente em reduzir as suas capturas de atum-rabilho do sul em 50%. O conjunto das duas reduções vão, espera-se, aumentar os preços do atum ainda mais no Japão. 

 

 

Saber mais:

ICAAT

WWF - Campanha de defesa do atum-rabilho

 

 

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