2006-11-26

Subject: Análises genéticas revelam três novas espécies de lémur em Madagáscar

 

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Análises genéticas revelam três novas espécies de lémur em Madagáscar

 

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Este lémur de olhos grandes sofreu testes de DNA para que se pudesse descobrir a que espécie pertence. Clique aqui para ver um slide-show @ University of Veterinary Medicine, Hanover

O número de espécies conhecidas de lémures-rato, o primata mais pequeno do mundo, aumentou 25% com a descrição de 3 novas espécies, levando o total para 15.

Os lémures-rato são animais nocturnos que deambulam pela floresta de Madagáscar, ilha famosa pela tremenda diversidade de formas de vida que alberga.

A descoberta de novos exemplos destes pequenos animais não foi propriamente em choque, duas novas espécies de lémur já tinham sido referidas em Madagáscar no ano passado (veja 'All eyes on Madagascar's tiny discovery' ), mas ainda assim, diz Jörg Ganzhorn, chefe do departamento de conservação e ecologia animal da Universidade de Hamburgo e responsável pela descoberta de diversos lémures-rato ele próprio, as novas adições são uma "contribuição significativa" para a nossa compreensão da diversidade deste grupo.

Ganzhorn, que também é coordenador regional do grupo de especialistas de primatas da Comissão para a Sobrevivência das Espécies da IUCN em Madagáscar, alerta para o facto de nem todas as 12 espécies anteriormente conhecidas poderem ser realmente assim consideradas. Algumas não foram relatadas em artigos revistos por especialistas e as diferenças genéticas entre algumas delas são muito reduzidas.

Decidir quantas espécies existem é importante para os esforços de conservação, diz o supervisor de Olivieri, o líder do projecto Ute Radespiel, também já envolvido na descrição de uma nova espécie de lémur na década de 90. A descoberta de novas espécies confinadas a pequenas áreas "cria um enorme desafio aqueles de nós que estão interessados na sua sobrevivência a longo prazo", diz ele. Quanto mais espécies existirem destas adoráveis criaturas, mais difícil vai ser protegê-las de todas as alterações ambientais, particularmente a desflorestação.

 

A descoberta destes animais tão queridos foi o resultado de 14 meses de trabalho de campo duro, entre 2003 e 2005, feito por uma equipa onde se incluíam Gillian Olivieri, estudante de doutoramento da Universidade de Medicina Veterinária em Hanover: "Temos mesmo que adorar a natureza", diz ela.

Olivieri e a sua equipa viajaram através de zonas remotas num 4x4 velho, que estava sempre avariado (veja slide-show). Acampavam durante algumas semanas, contratavam locais para desbravar caminhos e colocar armadilhas com saborosos pedaços de banana, espalhadas com 20 metros de intervalo. As armadilhas eram verificadas todas as manhãs, uma vez com um recorde de 52 lémures-rato capturados, diz Olivieri.

A recolha de amostras das orelhas dos lémures era muitas vezes um desafio, diz Olivieri, alguns eram muito animados quando os tirávamos das jaulas, tentavam morder e fugir.

As análises genéticas provaram a existência de 3 novas espécies, que a equipa baptizou Microcebus bongolavensis, Microcebus danfossi e Microcebus lokobensis. Olivieri confessa que ficou muito apegada aos pequenos primatas: "São mesmo muito lindos." 

 

 

Saber mais:

University of Veterinary Medicine

SSC Primate Specialist Group

Descrição das novas espécies de lémur

 

 

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