2006-11-19

Subject: Alterações climáticas ameaçam espécies migratórias

 

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Alterações climáticas ameaçam espécies migratórias

 

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Alguns dos mais espectaculares animais migratórios vão ser severamente afectados pelas alterações climáticas, revela um relatório das nações Unidas. O Environment Programme das Nações Unidas (UNEP) refere que a subida das temperaturas vai empurrar para a extinção algumas das espécies móveis.

As tartarugas são particularmente afectadas, continua o relatório, com a subida das temperaturas a alterar a razão entre machos e fêmeas mas as medidas de conservação que se focam em áreas chave podem ajudar a proteger mesmo os animais migratórios.

Por definição, as espécies migradoras dependem de vários ecossistemas diferentes: as aves podem voar de um continente para o outro, talvez parando para se alimentar ao longo do percurso, as baleias e tartarugas navegam através de vastas áreas de oceano, etc.

A Convenção das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias (CMS), que co-produziu o relatório com a UNEP e o governo inglês, diz que as alterações em qualquer destas localizações podem ter graves consequências.

"Obviamente que estas espécies desenvolveram estes padrões de migração ao longo de milénios e podem desenvolver outros", diz o director executivo da CMS Robert Hepworth. "Mas a ênfase deve ser colocada nos milénios. Estamos a lidar com alterações climáticas drásticas no espaço de 25 a 50 anos, é pouco provável que estas espécies se consigam adaptar suficientemente rápido."

Entre os animais que mais severamente serão afectados estão as tartarugas. Os cientistas descobriram que a temperaturas mais elevadas algumas tartarugas produzem muito mais ovos fêmea que machos. Em partes da península da Malásia, os ninhos estão a produzir apenas fêmeas.

Os autores também citam evidências que algumas tartarugas estão mais propensas a ter cancro com o aquecimento das águas, talvez devido a organismos infecciosos que florescem. 

 

Com as aves, a questão principal é o dano ao habitat, seja no início ou no fim das rotas migratórias ou locais de alimentação.

Cerca de um quinto das espécies de aves abrangidas pela CMS estão ameaçadas pela subida do nível do mar, erosão costeira e tempestades, tudo devido às alterações climáticas.

"Temos casos em que a subida de temperatura vai condenar à extinção de espécies", comenta o director executivo da UNEP Achim Steiner.

Mas o relatório não é só más notícias: mesmo com alterações climáticas importantes, a conservação de habitats vulneráveis vai ajudar a recuperação de muitas espécies migratórias. 

E algumas espécies estão mesmo a adaptar-se, aparentemente. As baleias Fin e corcunda no Árctico estão a alterar o seu comportamento de alimentação, encontrando novos territórios e novas espécies para comer.

Num encontro de duas semanas dominado por conversações acerca do mercado do carbono e adaptação das sociedades humanas, este relatório foi uma forma de recordar a todos que as alterações climáticas ameaçam trazer grandes mudanças também ao mundo natural. 

 

 

Saber mais:

CMS

UNEP

 

 

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