2006-11-18

Subject: Golfinhos com quatro barbatanas podem demonstrar origem terrestre

 

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Golfinhos com quatro barbatanas podem demonstrar origem terrestre

 

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Pescadores japoneses descobriram um invulgar roaz corvineiro com um par extra de barbatanas, o que pode ser um reverter evolutivo ao tempo em que os mamíferos marinhos caminhavam sobre a terra.

O golfinho foi capturado vivo ao largo da costa sudoeste do Japão a 28 de Outubro e foi enviado para o Taiji Whaling Museum para estudo.

Enquanto os ambientalistas continuam a protestar contra a captura anual de golfinhos em Taiji, esta captura em particular parece realmente representar uma importante descoberta científica. "É uma descoberta sem precedentes", disse Seiji Osumi do Institute of Cetacean Research em Tóquio, numa conferência de imprensa. "Acredito que as barbatanas podem ser os vestígios do tempo em que os ancestrais dos golfinhos primitivos viviam em terra.

Scott Baker, director associado do programa de mamíferos marinhos da Universidade Estatal do Oregon em Corvallis, concordou, referindo que "isto é certamente evidência de evolução".

Os golfinhos têm geralmente duas barbatanas estruturalmente semelhantes aos membros anteriores dos outros mamíferos mas a descoberta agora relatada refere-se a um par de barbatanas pares mais entroncadas perto da cauda.

"É o que se pode considerar uma característica atavística, uma característica genética que parece ser um reverter evolutivo", diz Baker. "As barbatanas extra do golfinho são uma característica ancestral que ressurgiu por alguma razão. Os humanos por vezes nascem com demasiado pêlo, o chamado gene lobisomem, o que nos torna mais parecidos com os nossos ancestrais."

Todos os embriões humanos atravessem uma fase em que têm cauda, que posteriormente é reabsorvida, mas por vezes algumas pessoas nascem com cauda. Da mesma forma, os embriões de golfinho atravessam uma fase em que têm membros posteriores, que desaparecem em fases posteriores do desenvolvimento.

 

O golfinho recentemente capturado desenvolveu um par extra de barbatanas a partir desses membros embrionários, aproximadamente com o tamanho de mãos humanas, mas "não é claro se o golfinho usaria realmente as suas barbatanas extra para manobrar", disse Katsuki Hayashi, director do museu japonês de caça à baleia.

Há muito que se acredita que os golfinhos descendem de animais terrestres que optaram por viver na água. Os estudos genéticos iniciais forneceram evidências de que os mamíferos marinhos têm o seu parente mais próximos nos hipopótamos.

No início do ano passado, paleontólogos americanos, franceses e do Chad relataram a descoberta de fósseis que demonstravam que a divergência entre baleias, golfinhos e hipopótamos tinha ocorrido há 50 a 60 milhões de anos.

O golfinho com quatro barbatanas pares, que agora nada num tanque do aquário de Taiji, vai precisar de muito mais estudos antes que os cientistas possam determinar o que realmente revela acerca da história evolutiva dos golfinhos.

"Ainda não há muita ciência", diz Baker. "É uma descoberta interessante e penso que a interpretação consistente com as nossas expectativas da evolução é correcta mas não se pode ir mais além por enquanto."

Os cientistas japoneses anunciaram que o golfinho será mantido no Whaling Museum para estudos com raios X e testes de DNA. 

 

 

Saber mais:

Institute of Cetacean Research

Oregon State University

Golfinhos têm nome próprio

Mães golfinho ensinam as filhas a usar ferramentas

Golfinhos chacinados no Japão

 

 

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