2006-10-30

Subject: Elefantes não são enganados por espelhos

 

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Elefantes não são enganados por espelhos

 

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Os elefantes têm a capacidade mental de se reconhecer a si próprios ao espelho, descobriram os cientistas.

Apenas uma elite de animais, incluindo o Homem, chimpanzés e orangutangos, era reconhecidamente capaz de se auto-reconhecimento ao espelho, embora um estudo único há vários anos também referisse que os golfinhos o faziam.

Os investigadores têm suspeitado que os elefantes podiam possuir a capacidade de se reconhecer e de ter a consciência de si próprios devido ao seu comportamento social altamente desenvolvido. Um estudo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Science documenta esta situação em três inteligentes elefantes.

"Todos os três mostraram comportamento auto-dirigido em frente do espelho e, por isso, estamos convencidos que todos se reconheceram na imagem ao espelho de si próprios", diz Joshua Plotnik, estudante de doutoramento da Universidade de Emory em Atlanta, Georgia, e principal autor do estudo.

Para estudar o comportamento dos elefantes, os investigadores colocaram um espelho "à prova de elefante" de tamanho gigante (2,5 metros de altura por 2,5 metros de largura) no interior do cercado de três fêmeas de elefantes asiático Elephas maximus do zoo de Bronx em Nova Iorque. A equipa utilizou uma câmara fixa no tecto para observar os animais ao longo de um período de 5 meses.

Quando entraram no cercado, todos os elefantes correram a inspeccionar o espelho. Os elefantes, de nome Happy, Maxine e Patty, imediatamente investigaram a superfície, cheirando-a e tocando-a com a tromba, chegando a tentar trepar ao espelho para olhar por trás dele e ajoelhando-se para ver por baixo.

Não demonstraram qualquer comportamento agressivo, o que poderia ser esperado se observassem a imagem de elefantes intrusos.

Mais tarde, os animais usaram o espelho para inspeccionar os próprios corpos, espreitando para o interior da própria boca, por exemplo. A dado momento, Maxine usou a tromba para puxar a orelha para perto do espelho para a observar.

O conceito do auto-reconhecimento ao espelho (ARE) é definido pelos especialistas do comportamento animal em quatro etapas: ter uma resposta social a uma reflexão, examinar o próprio espelho, comportamento repetitivo em volta do espelho e comportamento auto-dirigido.

 

O comportamento dos elefantes mostrou todas as quatro etapas, apesar de apenas a Happy ter passado o teste definitivo da quarta etapa, descrito como o "teste da marca". 

Uma cruz branca foi feita, de forma dissimulada, na face da Happy e quando ela se viu ao espelho, a sua reacção foi tocar a marca na sua cabeça e não inspeccionar a marca reflectida.

Este comportamento é considerado uma parte fundamental do desenvolvimento do sentido do "eu" e da teoria da mente. Os bebés humanos não se reconhecem numa imagem ao espelho mas tipicamente aprendem a fazê-lo por volta dos dois anos.

O auto-reconhecimento também está fortemente associado à empatia, pensa-se que um animal precisa de ser capaz de se compreender a si próprio desta forma antes de poder ter empatia com outros. As crianças precisam de desenvolver esta capacidade ao longo do tempo.

Plotnik e os seus colegas pensam que poucos outros animais serão descobertos com a capacidade de auto-reconhecimento completo. Se mais forem descobertos, diz Plotnik, será provavelmente um mamífero altamente inteligente, como as orcas. 

 

 

Saber mais:

PNAS

Nações apoiam plano de acção do elefante asiático

Elefantes aprendem através da imitação

 

 

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