2006-10-26

Subject: DNA de abelha fóssil causa sensação

 

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DNA de abelha fóssil causa sensação

 

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Melittosphex burmensisOs cientistas identificaram a abelha mais antiga conhecida até à data, um espécime com 100 milhões de anos preservado em âmbar.

A descoberta coincide com a publicação do mapa genético da abelha melífera, que revela ligações surpreendentes com mamíferos e humanos.

Este insecto antigo, preso em seiva de uma árvore, é pelo menos 35 a 45 milhões de anos mais velho que qualquer outro fóssil de abelha e parece partilhar características de abelhas e vespas, apoiando as teorias avançadas sobre a evolução das abelhas.

Os peritos acreditam que as abelhas dependentes do pólen surgiram a partir de ancestrais vespa carnívoros. Com a chegada das abelhas polinizadoras, a evolução das plantas com flor começou, pois até aí o mundo vegetal era dominado pelas coníferas.

George Poinar, professor de zoologia da Universidade Estatal do Oregon, cuja equipa relata a sua descoberta na última edição da revista Science, comenta: "Esta é a abelha mais antiga conhecida que conseguimos identificar e partilha muitas características com as vespas mas de modo geral é mais abelha que vespa, o que já nos indica quando estes dois tipos de insecto começaram a divergir."

O espécime do âmbar, recolhida numa mina do vale Hukawng no norte da Birmânia, foi baptizada Melittosphex burmensis. Tem características do tipo vespa, como as patas traseiras finas mas também tem pêlos corporais ramificados e outras características das abelhas.

O fóssil de abelha está em óptimas condições, com os pêlos individuais preservados em zonas não danificadas do tórax, abdómen e cabeça. As patas e as asas também são claramente visíveis.

Em termos de tamanho é minúscula, com apenas 3 mm, o que é consistente com as evidências de que as primeiras flores também eram pequenas.

Poinar acrescenta: "Este fóssil pode ajudar-nos a compreender quando as vespas, que eram quase todas carnívoras, se transformaram em abelhas que conseguiam polinizar plantas e realizar uma função biológica completamente diferente."

Actualmente existem cerca de 20 mil espécies de abelhas, que utilizam pólen para alimentar as crias.

 

Os cientistas também publicaram o mapa genético da abelha melífera europeia Apis mellifera. A abelha é o quarto insecto com o genoma sequênciado, após a mosca da fruta, o mosquito e a lagarta da seda. Entrelaçados no DNA da abelha estão espantosas ligações com mamíferos e humanos, descobriram eles.

Como os humanos, as abelhas espalharam-se na Europa vindas de África, pelo menos em duas vagas migratórias. Dividiram-se em duas populações europeias geneticamente diferentes que, de acordo com as evidências do DNA, estão próximas das populações de abelhas africanas que uma da outra.

As abelhas melíferas têm um "relógio biológico" interno muito mais parecido com o dos mamíferos do que com o das moscas, revela a investigação.

Este relógio governa muitas actividades, incluindo a detecção do tempo, navegação, divisão de trabalho e a famosa "linguagem da dança" das abelhas que os insectos usam para comunicar informação acerca de fontes de alimento.

Outro grupo de cientistas da Universidade do Illinois descobriu 36 genes no cérebro da abelha melífera, 33 dos quais desconhecidos até agora. 

Esses genes codificam 100 neuropéptidos, moléculas orgânicas que controlam a actividade cerebral tanto nas abelhas como no Homem, relatam os investigadores na revista Science. No cérebro da abelha, que não é muito maior que o ponto final desta frase, estas moléculas ajudam a regular perto de um milhão de neurónios.

Estima-se que a abelha tenha cerca de 10 mil genes no total, menos que a mosca da fruta ou o mosquito. 

 

 

Saber mais:

Nature

Genoma da abelha decifrado

Alterações genéticas na vida das abelhas

 

 

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