2006-10-08

Subject: Animais de estimação reconhecidos nos templos

 

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Animais de estimação reconhecidos nos templos

 

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Na igreja episcopal de St. Francis em Stamford, Connecticut, os bancos estão cheios de adoradores invulgares: os cães sentam-se ao lado dos seus donos e os gatos espreitam das gaiolas de transporte durante o serviço mensal amigo dos animais.

Os latidos e os ronronares, ou ruídos de oração como a igreja os considera, podem ser ouvidos durante a celebração vespertina da Eucaristia, em que as pessoas recebem a comunhão e os animais uma benção especial.

O serviço de meia-hora dá ênfase às relações especiais que as pessoas têm com os seus animais, refere o reverendo Mark Lingle. "Na nossa igreja há grande número de pessoas solteiras ou que já perderam um ente querido e os seus animais de estimação são uma das suas relações primárias."

O serviço especial da igreja faz parte de um movimento crescente nos locais de oração, muitos dos quais não só reconhecem o laço Homem-animal mas também oferecem aos donos apoio e serviços inauditos há uma década atrás.

Para além das benções especiais ou de serviços religiosos regulares, estes templos realizam velórios ou funerais privados para os animais e dão aconselhamento e conforto aos membros da congregação cujos animais de estimação morreram.

O rabi Neil Comess-Daniels de Beth Shir Sholom, uma sinagoga progressista em Santa Mónica, Califórnia, diz que quando um animal de estimação morre, os donos têm o mesmo desgosto que teriam por uma pessoa.

Há anos que ele faz visitas de condolências aos membros da sua congregação que perdem os seus animais e após cada serviço diz uma oração pelos que perderam uma pessoa ou um animal. "É algo que as pessoas não esperam da sua sinagoga, o reconhecimento da importância dos animais nas suas vidas."

O reverendo Gill Babeu, padre católico de St. Bridget of Ireland em Stamford, Connecticut, compreende a dor da perda de um animal de companhia estimado pois há 6 meses também ele ficou devastado pela morte da sua caniche, Louise Frances, e caiu em depressão.

Apesar da igreja não reconhecer as missas ou os funerais dos animais, Babeu ainda ora em enterros nos quintais e quanto lhe perguntam se há cães no céu ele responde: "Bem, a igreja diz que não mas eu acredito que vou voltar a ver a minha cadelinha quando lá chegar."

Muitos hospitais veterinários debatem-se com questões religiosas mas já alguns têm os serviços de capelões de animais, que oram nos funerais e oferecem consolo em casos de eutanásia.

Em New Providence, New Jersey, uma jardim da igreja episcopal St. Andrew oferece aos donos de animais, independentemente da sua religião, um local para o repouso eterno dos seus amigos de quatro patas.

 

Criado há 40 anos, o cemitério de animais é o único em solo sagrado nos Estados Unidos. As cinzas de mais de uma centena de fiéis amigos estão enterradas num jardim repleto de flores. Não há marcações nas tumbas mas sim um livro memorial com fotos de todos os animais lá enterrados.

À medida que os líderes religiosos começam a reconhecer a ligação Homem-animal, alguns líderes de igrejas episcopais foram um passo mais longe ao mencionar questões como a crueldade para com os animais, a negligência e a exploração.

A Episcopal Network for Animal Welfare, criada há dois anos, tem cerca de 200 membros e 15 igrejas que já se comprometeram a ser amigas dos animais.

As igrejas devem ter um serviço de benção de animais uma vez por ano, fornecer apoio pastoral e orações aos membros que chorem os seus animais, servir apenas comida vegetariana durante as reuniões e concordar em anão angariar fundos centrados na morte de animais.

A visão cristã em relação aos animais está lentamente a mudar para melhor, diz Andrew Linzey, padre anglicano e autor de vários livros sobre o tema, incluindo Animal Rights: A Historical Anthology. Historicamente, a teologia cristã é contra os animais, diz ele, considerando-os pouco mais que pedaços de carne. 

"Se calhar exploramos tanto os animais precisamente porque temos uma visão espiritual tão empobrecida do seu estatuto", diz Linzey. "A mentalidade cristã deve lembrar-se que devemos a vida a um criador generoso, e nós, à Sua imagem, devemos mostrar generosidade para com as outras criaturas." 

 

 

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