2006-10-03

Subject: Tarântulas segregam seda através das patas

 

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Tarântulas segregam seda através das patas

 

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As tarântulas conseguem subir pelas paredes porque segregam um tipo de seda pegajosa através das patas, revelaram os cientistas, que mostraram que essa cola fibrosa as impede de cair mesmo quando penduradas do tecto.

Os aracnídeos são conhecidos por usar as garras para percorrer terrenos difíceis e têm nas patas minúsculos pêlos que produzem uma atracção eléctrica fraca com a superfície que percorrem, mas a seda representa uma técnica de trepar anteriormente desconhecida.

"Descobrimos que a tarântula tem um terceiro mecanismo de aderência, que depende das fibras produzidas por estruturas em forma de funil presentes nas patas", explica Stanislav Gorb, do Max Planck Institute for Developmental Biology em Tubingen. "Estas secreções fibrosas funcionam como uma espécie de rédeas sedosas e, quando colocadas sobre superfícies de vidro, parecem pegadas formadas por dúzias de fibras com diâmetro entre 0,2-1,0 micrómetros."

A equipa estudou as tarântulas-zebra Aphonopelma seemanni originárias da Costa Rica e a forma como conseguem ficar suspensas de placas de vidro verticais.

Para subir as aranhas empregam as suas garras distais mas para descer segregam uma substância fibrosa dos quatro pares de patas.

A equipa acredita que o mecanismo levanta questões muito interessantes acerca da evolução dos aracnídeos.

 

De forma geral as aranhas segregam seda a partir de fiadeiras localizadas no abdómen ventral. Este filamento fino é utilizado nas mais variadas actividades, desde captura de presas à formação de casulos para o desenvolvimento dos jovens.

A equipa coloca a questão de qual das adaptações, seda abdominal ou seda das patas, terá surgido primeiro, ou se terão evoluído de forma totalmente independente.

Comentando esta descoberta, o perito em aranhas Fritz Vollrath da Universidade de Oxford, considera que a seda das patas pode ser considerada uma velha história que nenhum cientista tinha tentado descrever em detalhe.

"É incrível, tal qual o Homem-aranha! Se esta substância é assim tão boa em aderência que ele consegue parar um comboio com ela, como é que se solta dela ao fim? E com as aranhas é exactamente o mesmo: primeiro têm que se colar e depois têm que se soltar, é muito inteligente."

Algumas destas questões acerca da evolução das aranhas podem vir a ser respondidas através da análise genética da seda das patas, refere a equipa do Max-Planck. 

 

 

Saber mais:

Max Planck Society

Um grande salto para as aranhas voadoras ...

Fabrico de seda de aranha artificial pode estar para breve

Aranhas-lobo recordam o primeiro amor 

 

 

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