2006-09-28

Subject: Resposta imunitária crucial na luta contra o cancro

 

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Resposta imunitária crucial na luta contra o cancro

 

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De que forma se pode dizer até que ponto um cancro é grave e que possibilidade de sobrevivência tem o paciente?

Novas evidências sugerem que a melhor forma pode, por vezes, ser um olhar para a eficácia do sistema imunitário no ataque a tumores, em vez de se focar apenas em até que ponto o tumor já está disseminado.

Há muito que se sabe que o sistema imunitário consegue detectar células cancerígenas e que as suas células efectoras podem residir no interior dos tumores mas não tem sido claro se essas células têm grande impacto no progresso da doença.

Um estudo realizado por Jérôme Galon, Franck Pagés e uma equipa de investigadores da INSERM em Paris, clarificou o papel destas invasoras do sistema imunitário.

A equipa estudou tumores retirados de mais de 400 pacientes com cancro do cólon ou do recto e mediram o tipo, localização, número e expressão genética das células imunitárias, entre outros aspectos. De seguida compararam até que ponto esta informação se adequava com o que tinha acontecido aos pacientes.

A maioria dos tumores são classificados em estágios com base no tamanho e extensão da proliferação pelo corpo. Uma pessoa com um tumor no estágio 0, o menor, tem um cancro que ainda não se espalhou, enquanto uma pessoa com tumor 4, o mais elevado, tem cancro avançado, que já se propagou para outro órgão. É claro que quanto mais elevado o estágio pior o prognóstico para o paciente.

De modo geral é esta a situação mas Galon descobriu que um melhor indicador do futuro do paciente era o grau em que as células imunitárias tinham infiltrado o cancro do cólon ou do recto.

"Descobrimos que há uma importância da imunidade natural anti-tumor", diz Galon. Se um cancro regride ou não após o tratamento, acrescenta ele, pode ter mais a ver com o sistema imunitário do que com o tumor ele próprio. Mesmo pacientes com tumores pequenos que ainda não se espalharam, diz Galon, terá um mau prognóstico se tiver uma má resposta imunitária ao cancro.

 

Apesar do estudo de Galon poder ser demasiado complexo para utilização rotineira em prognóstico, os resultados sugerem que o sistema imunitário desempenha um papel na manutenção em cheque dos cancros do cólon e do recto, o que dá credibilidade à noção de que o sistema imunitário mantém um sistema de vigilância sobre o cancro, diz Robert Schneider, professor de patologia da Universidade de Washington, St Louis, Missouri. O conceito já era conhecido desde a década de 50 do século passado mas a sua popularidade era deitada a baixo de cada vez que surgiam dados contraditórios.

O estudo de Galon é a análise mais rigorosa até à data feita em humanos. "Antes, os clínicos diziam que não havia prova convincente para a imuno-vigilância contra o cancro", diz Schneider. "Este estudo vai muito longe em considerar que isto acontece e que é clinicamente relevante." Um estudo prévio com cancro do ovário também mostrou pistas que o sistema imunitário afecta o cancro, embora neste caso a presença de um dado tipo de células imunitárias suprimisse a imunidade.

Galon e Pagés apenas avaliaram os cancros do cólon e do recto até ao momento mas Galon diz que vai testar o mesmo fenómeno noutro tipo de tumores, como da próstata e da mama.

 

 

Saber mais:

INSERM

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