2003-12-29

Subject: Ataques de piranhas devidos a barragens

News of the Wild

 

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Em destaque:

Ataques de piranhas devidos a barragens

 

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O recente surto de ataques de piranhas a banhistas no sudoeste brasileiro pode ser devidos à construção de barragens nos rios da região. Esta ligação pode ajudar a explicar outras situações de ataques invulgares de piranhas noutros rios. 

As barragens abrandam a velocidade das águas fluviais, podendo causar um aumento do número de piranhas pois estes peixes preferem águas calmas para se reproduzirem. 

Um surto de ataques ocorreu na cidade de Santa Cruz da Conceição, no rio Mogi Guaçu. As albufeiras das barragens são zonas muito populares, tanto entre os turistas como entre os locais, que as visitam para nadar nos fins de semana. A piranha Serrasalmus spilopleura desde há muito que pode ser encontrada no rio e seus afluentes, mas em números reduzidos. 

Não havia registo de ferimentos causados por piranhas a banhistas ou nadadores, de acordo com os autores do estudo agora publicado. No entanto, nos últimos 4 anos começaram a surgir queixas de mordeduras de piranha na cidade. As queixas atingiram um número recorde no final do Verão de 2002, quando 38 ataques foram registados. Esta subida do risco de mordeduras ocorreu após a construção de uma barragem no rio. 

Dois outros surtos de ataques de piranhas foram registados nas cidades de Itapuí e Iacanga, localizadas perto de barragens no rio Tietê no sudoeste brasileiro. Mais de 50 ataques foram registados em apenas duas semanas, nessas duas cidades. nenhuma das cidades tinha registo de uma frequência tão elevada de ferimentos causados por piranhas. 

Estamos em presença de uma consequência directa da construção de barragens. Quando se represa um rio está-se a criar as condições ideais para o aumento da população de piranhas, refere o professor Ivan Sazima, zoólogo da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. Este crescimento pode ser de mais de 10 vezes o efectivo normal deste peixe. 

As piranhas põem os ovos em ervas subaquáticas ou flutuantes, como o jacinto de água, que se desenvolvem em zonas de corrente fraca nos rios. Quando os rios sofrem enchentes, a maior parte desta vegetação é arrastada, o que controlava a população de piranhas no passado. 

A vegetação flutuante oferece protecção às larvas dos peixes, e os progenitores frequentemente permanecem na zona para os guardar e proteger. As mordeduras únicas são quase sempre devidas a pessoas andarem ou nadarem nas águas próximas a um destes ninhos de piranhas, refere o professor Sazima.

Geralmente as piranhas apenas mordem a vítima uma vez, arrancando um pedaço de carne e deixando uma ferida redonda em forma de cratera. Um dos indivíduos mordidos no surto de ataques de Santa Cruz da Conceição teve que ter o dedo do pé amputado. 

Existem, no entanto, histórias bem piores de ataques de piranhas. É frequente surgirem rumores de pessoas atacadas e devoradas por cardumes enraivecidos de piranhas. Os autores deste estudo, pelo contrário, consideram que não existem evidências científicas que apoiem este tipo de história. Referem que pelo menos 3 das pessoas supostamente mortas por cardumes de piranhas morreram de ataque cardíaco ou afogadas, apenas sendo devoradas após a sua morte. 

A construção de barragens é cada vez mais comum nos rios do sudoeste brasileiro, devido à necessidade crescente de evitar as cheias nestas zonas fortemente povoadas do país. 

 

Outras Notícias:

Lobo: o eterno perseguido

 

O Grupo Lobo, associação não governamental, independente e sem fins lucrativos, foi fundada em 1985 para trabalhar a favor da conservação do lobo e do seu ecossistema em Portugal. Actualmente conta com 1250 associados, nacionais e estrangeiros.

A existência do Grupo Lobo resulta da necessidade de divulgar novos factos sobre o lobo, predador que nos habituaram a ver como demoníaco. Hoje em dia estes conceitos estão completamente desactualizados mas, infelizmente, os novos conhecimentos sobre este animal estão pouco divulgados junto da opinião pública.

O Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI) foi criado em 1987 com o objectivo de providenciar um ambiente, em cativeiro, adequado para lobos que não possam viver em liberdade. Ocupa 17 hectares de terreno, num arborizado e isolado vale.

Ao mesmo tempo que o CRLI providencia os melhores cuidados aos lobos, proporciona a realização de estudos, sobretudo na área do comportamento social que, associados à investigação realizada na Natureza pelo Grupo Lobo, servem de base para uma campanha de divulgação, que procura informar o público sobre a verdadeira natureza do lobo.

Eterno incompreendido, o lobo é uma das espécies de carnívoros que mais tem sofrido com a acção humana. No entanto, organizações como o Grupo Lobo podem, com a sua ajuda, inverter esta situação. Clique na imagem acima e visite o novo site desta associação, aproveitando para se inscrever como sócio e dar assim o seu contributo para a conservação deste belo animal. 

O seu donativo, por menor que seja, ainda que simbólico, será muito bem vindo. O importante é mostrarmos que nos preocupamos e que não podemos ser ignorados pelos grupos de pressão políticos e económicos!!

 

 

Saber mais: 

Universidade Estadual de Campinas

Red-bellied piranha

Project Amazonas

Grupo Lobo

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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