2006-07-19

Subject: Um grande salto para as aranhas voadoras ...

 

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Um grande salto para as aranhas voadoras ...

 

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Os cientistas lançaram nova luz sobre a forma como as aranhas conseguem viajar distâncias verdadeiramente épicas penduradas em fios de seda flutuante.

Uma equipa da Rothamsted Research, Reino Unido, actualizou um modelo matemático que descreve este espantoso fenómeno dos aracnídeos, conhecido por "ballooning", ou seja, andar de balão.

A equipa alega que a revisão permite uma explicação mais realista do que realmente acontece às aranhas durante o voo. O novo modelo mostra de que forma o ar turbulento pode impulsionar estes animais para muito mais longe, mesmo centenas de quilómetros através do oceano.

"Ao fazer algumas modificações resolvemos algo que andava a intrigar os cientistas há mais de 200 anos", diz Dave Bohan. "O modelo anterior podia explicar de que forma as aranhas subiam até 200 metros de altura mas não conseguia explicar porquê que, por exemplo, Charles Darwin no seu navio Beagle, a mais de 100 Km ao largo da costa da América do Sul, conseguia ver aranhas a fazer ballooning."

A maioria das aranhas pequenas em busca de novo território, ou de parceiro, lança fios de seda para o ar e vai de pára-quedas para a nova localização. O Outono e a Primavera são as alturas do ano privilegiadas para esta actividade.

A sua viagem geralmente apenas as leva até ao outro lado de um campo mas ocasionalmente pode cobrir longas distâncias. 

Durante 20 anos a melhor descrição matemática do ballooning foi o chamado modelo de Humphrey mas a equipa de Rothamsted considerou que esta não explicava adequadamente algumas das características deste voo das aranhas, particularmente nos fluxos de ar em movimento.

 

Os cientistas consideram que o modelo assumia que a seda das aranhas era sólida e em forma de bastonete e tratava as aranhas como simples bolhas penduradas no fundo dos filamentos, formando "uma espécie de chupa-chupa de cabeça para baixo".

"Se tivermos em conta a flexibilidade dos fios que as aranhas lançam às brisas fica demonstrado que a turbulência os faz contorcer e virar, afectando as suas propriedades aerodinâmicas e transportando o seu passageiro a distâncias imprevisíveis", explica Andy Reynolds.

A equipa planeia colocar aranhas num túnel de vento para observar de que forma conseguem lidar com fluxos de ar turbulento. Os cientistas acreditam que isto lhes permitirá aperfeiçoar o modelo ainda mais.

"As aranhas são interessantes de um ponto de vista aplicado porque são predadores de topo em situações agrícolas", diz Bohan. "Se conseguirmos compreender como e porquê se deslocam, poderemos ser capazes de as utilizar melhor como agentes biológicos no controlo de pragas." 

 

 

Saber mais:

BBSRC

Rothamsted Research

As teias de aranha e a evolução

Aranhas-lobo recordam o primeiro amor

 

 

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