2006-06-20

Subject: Estilo de vida moderno é mau para a fertilidade

 

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Estilo de vida moderno é mau para a fertilidade

 

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Uma combinação de stress, dietas e exercício pode afectar dramaticamente a fertilidade feminina, sugere um estudo feito com macacos. Apesar de ser sabido que o stress reduz a fertilidade, os investigadores vêm agora alertar as mulheres que fazem dietas e exercício de que o efeito pode ser muitas vezes superior.

Em mulheres stressadas, os níveis elevados de uma hormona chamada cortisol bloqueiam o sinal do cérebro para a libertação dos óvulos pelos ovários, explica Sarah Berga da Escola de Medicina da Universidade de Emory em Atlanta, Georgia.

Em casos graves, uma mulher pode parar de produzir óvulos e de ter o período completamente, uma doença conhecida por amenorreia. Cerca de 5-10% das mulheres sofrem de amenorreia e Berga já tinha anteriormente descoberto que se essas mulheres recebessem terapia de controlo do stress a fertilidade era reposta, sem necessidade de tratamentos específicos de fertilidade.

A amenorreia também é causada por dietas e exercício intensos, logo para descobrir como estes factores interagiam Berga submeteu um grupo de macacos fêmea a stress moderado (colocando-as numa sala diferente em cada dia) ou a um regime com restrição de calorias e exercício. A equipa de investigadores apresentou os seus resultados no encontro anual da European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE), a decorrer em Praga.

Em cada grupo, 10% dos macacos deixaram de ter o período mas quando eram sujeitos ao stress e à dieta com exercício, 75% deles deixavam de ter o período.

Berga diz que os resultados mostram que as mulheres que esperam conceber devem ser particularmente cuidadosas com as dietas e o exercício quando stressadas. "Um pouco de cada coisa foi bem pior que um pouco de uma coisa", diz ela. "Cada factor reforça o outro."

Deixar de ter o período completamente é relativamente raro mas Berga acredita que os níveis de stress podem estar a afectar a fertilidade de muitas mulheres. Ela está a iniciar um novo estudo que seguirá os níveis hormonais diários na urina de cerca de 3 mil enfermeiras americanas ao longo de um ano, como forma de verificar quantas delas têm os ciclos sexuais perturbados pela tensão.

Os investigadores também estão em busca de evidências claras que mostrem se a redução do stress pode melhorar as probabilidades de uma mulher engravidar durante o decorrer de tratamentos de fertilidade. Estudos de stress em mulheres sujeitas a tratamentos de fecundação in vitro têm sido muito reduzidos mas Bea Lintsen do Centro Médico de Nijmegen  da Universidade de Radboud na Holanda, apresentou os resultados de um estudo com 1088 mulheres.

 

Os investigadores entregaram às mulheres questionários acerca do seu nível de ansiedade durante o período de espera pelo tratamento e um dia antes da recolha dos seus óvulos. Concluíram que o stress não afectava significativamente as probabilidades das mulheres conceberem. "Não encontrámos uma relação entre o stress psicológico e o resultado da FIV. As mulheres podem ficar descansadas quanto a isso." Este estudo, no entanto, não analisou o efeito adicional da dieta e do exercício.

No entanto, um estudo único de Israel sugere que num momento crucial imediatamente após a FIV, a utilização do humor para aliviar o stress temporariamente pode aumentar a taxa de sucesso. 

Shevach Friedler do Centro Médico de Assaf Harofeh em Zerifin formou-se na Escola Jacques Lecoq de mímica e teatro de Paris e resolveu combinar as duas vertentes do entretenimento com a FIV. "Após a transferência de embriões, o stress pode ser crítico, logo pensámos que este seria um bom momento para usar as palhaçadas para relaxar as mulheres", diz ele. "Todos sabemos que o humor é uma forma muito eficaz de reduzir o stress."

Ao longo de 10 meses, 93 pacientes com idades entre os 25 e os 40 anos foram tratadas com a ajuda do palhaço durante 10-15 minutos, logo após a sua transferência de embriões. Perto de 36% delas conceberam, comparado com apenas 19% no grupo que não teve a companhia do palhaço.

Preocupado com o facto de adultos sofisticados poderem não achar piada a um palhaço tradicional, Friedler inventou uma personagem de um chefe de cozinha que oferecia às mulheres bifes e bolo de chocolate. "Um palhaço de nariz vermelho é bom para as crianças mas foi preciso inventar uma personagem para estas mulheres adultas", explica ele, "o importante era faze-las sorrir e rir."

 

 

Saber mais:

European Society of Human Reproduction and Embryology

 

 

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