2006-06-13

Subject: Vacina contra doença de Alzheimer parece prometedora

 

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Vacina contra doença de Alzheimer parece prometedora

 

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Uma potencial vacina de DNA contra a doença de Alzheimer produziu resultados prometedores em ratos. Em testes, ajudou a reduzir os níveis de proteínas amilóides chave, que se pensam ser responsáveis até 50% das vezes que a doença surge em certas zonas do cérebro.

Ao contrário das vacinas alternativas em estudo, que utilizam vírus, esta não causou qualquer tipo de efeito secundário. O estudo realizado por investigadores japoneses surge relatado na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences

A produção excessiva de proteínas amilóides é considerada como um factor desencadeador dos sintomas de Alzheimer pois forma placas que obstruem o cérebro.

Estudos prévios mostraram que é possível estimular o sistema imunitário de ratos a atacar estas placas, se os animais tiverem sido imunizados contra as proteínas amilóides.

Esta abordagem tem vindo a ser testada em testes preliminares em humanos mas os primeiros resultados mostraram que a resposta imunitária era demasiado forte, levando a inchaço e a danos a nível do cérebro, para além da destruição das placas.

Estão a decorrer novos estudos em humanos, onde se espera mobilizar o sistema imunitário de uma forma menos agressiva, onde se consiga a destruição das placas mas se evite o inchaço do cérebro.

A última abordagem, desenvolvida por uma equipa do Tokyo Metropolitan Institute for Neuroscience, trabalha na estimulação da produção por parte do corpo de pequenas quantidades de proteína amilóide. 

Os ratos são injectados com segmentos de DNA que contêm os genes que codificam estas proteínas, em vez de dependerem de um vírus especial para os transportar para o interior da célula.

Isto tem o efeito de produzir uma resposta imunitária mais gentil e o DNA também foi modificado geneticamente para não ser capaz de se replicar a si próprio ao introduzir-se no genoma humano.

 

Nos testes, a última versão da vacina reduziu a deposição de proteínas amilóides entre os 15,5% e os 38,5% comparados com a taxa de deposição em ratos não tratados. A deposição em áreas específicas do cérebro, nomeadamente o córtex e o hipocampo, foi reduzida em 40%-50%.

Os investigadores sugerem que as vacinas de DNA do tipo que estão a produzir podem ser uma estratégia eficiente e de baixo custo no tratamento da doença de Alzheimer no futuro.

Clive Holmes, do Alzheimer's Research Trust, considera que o estudo de Tóquio encerra grandes promessas: "Este trabalho representa uma promissora nova linha de desenvolvimento de vacinas mas é necessária mais investigação para confirmar se pode ser replicada de forma segura em humanos."

Susanne Sorensen, da Alzheimer's Society, concorda que o facto de a vacina parecer ser segura é muito significativo: "As descobertas apoiam a ideia de que a vacina é a nossa melhor esperança contra esta doença devastadora, para a qual não conhecemos actualmente qualquer cura."

 

 

Saber mais:

Tokyo Metropolitan Institute for Neuroscience

Alzheimer's Research Trust

Sintomas de Alzheimer revertidos em ratos

Álcool aumenta o poder do cérebro?

 

 

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