2006-06-12

Subject: Golos geram golos!

 

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Golos geram golos!

 

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Matemáticos com paixão pelo futebol provaram um dos clichés clássicos do desporto-rei: quando uma equipa marca, é como se se abrissem as comportas e irão de rompante em direcção à vitória com uma chuva de golos.

Por vezes considerado mais um mito do futebol, esta febre do golo pode ser observada em resultados futebolísticos desde há décadas, diz o matemático Martin Weigel da Universidade de Heriot-Watt em Edimburgo, que realizou a análise em conjunto com colegas da Universidade de Leipzig na Alemanha, anfitriã do Campeonato Mundial 2006.

A equipa de Weigel examinou os resultados das equipas masculinas e femininas da primeira liga alemã de futebol, bem como de todos os Campeonatos Mundiais anteriores. Descobriram que os jogos com resultados volumosos aconteciam mais frequentemente do que seria de esperar se os resultados finais das equipas fossem distribuídos aleatoriamente.

Este facto sugere que as equipas não marcam apenas um número de golos proporcional à sua perícia mas antes são levadas a voos mais altos após marcarem pela primeira vez. Os investigadores chamam ao fenómeno o efeito de auto-afirmação.

"De cada vez que uma equipa marca, geralmente aumenta a probabilidade de marcar mais vezes durante o resto do jogo", explica Weigel. Eles e os seus colegas conceberam um modelo matemático em que as probabilidades de uma equipa marcar são multiplicadas de cada vez que surge um golo e descobriram que estava de acordo com a distribuição desfasada de forma perfeita.

O efeito é mais notório nas ligas secundárias do que nos escalões mais elevados do futebol, acrescenta Weigel. Nas finais do Campeonato do Mundo, explica ele, as equipas estão mais equiparadas e por isso é menos provável que uma tenha uma vantagem psicológica. Isso pode explicar porque na fase final o resultado mais desnivelado foi a vitória da Áustria sobre a Suíça 7-5 em 1954, enquanto nas qualificações Austrália arrasou a Samoa Americana por 31-0 em 2002.

A mesma teoria pode explicar porque a liga da Alemanha de Leste, antes da unificação em 1990, tinha resultados muito mais volumosos que a profissional Bundesliga, diz Wiegel.

 

Os futebolistas que se preparem para lidar com os efeitos desgastantes do ponto de vista mental da concessão de um golo, se querem evitar ser vítimas deste impulso do golo, diz Tim Rees, psicólogo desportivo da Universidade de Exeter, "quando as equipas estão a ir bem tornam-se mais confiantes, mas e se ficarem a perder nos primeiros cinco minutos? Preparem-se para o sucesso mas também para quando as coisas não correm assim tão bem."

Rees encoraja as equipas a desenvolver uma estratégia para lidar com a cedência de um golo. "O importante é ter um plano B firme", diz ele. Tipicamente, ele recomenda que os jogadores passem cinco minutos imediatamente após sofrerem o golo concentrados em manter-se relaxados e focados no seu estilo de jogo. "A ideia é não entrar em pânico e começar a correr pelo campo como galinhas sem cabeça."

Rees também salienta a insensatez de tentar defender uma vantagem de um golo em vez de tentar acabar com um adversário vulnerável, algo que muitos dos candidatos ao título mundial deste ano já foram acusados de fazer no passado.

Weigel diz que os seus dados também mostram quais os candidatos ao trofeu deste ano são historicamente melhores a explorar o efeito de auto-afirmação: Inglaterra, que demoliu a Alemanha 5-1 em 2001, numa ponta do espectro e na outra a Itália, que tem vivido à custa da sua reputação de ganhar à custa de defender magras vantagens.

 

 

Saber mais:

University of Exeter School of Sport and Health Sciences

Vermelho é a cor do sucesso desportivo?

 

 

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