2006-06-11

Subject: Antibióticos abreviados?

 

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Antibióticos abreviados?

 

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Encurtar o período de tempo durante o qual os pacientes tomam certos antibióticos pode ajudar a reduzir o aumento de resistências a estas drogas. Esta é, pelo menos, a opinião dos autores de um estudo que mostra que apenas três dias de antibióticos são tão eficientes no combate à pneumonia como um tratamento mais longo.

Muitos antibióticos são receitados por uma semana, dez dias ou mesmo mais, e os pacientes recebem instruções claras para acabar a caixa de comprimidos como forma de garantir os agentes da infecção são irradicados. É uma ideia generalizada que não terminar a caixa de comprimidos pode permitir a sobrevivência de alguns dos microrganismos mais resistentes, aumentando o risco de desenvolvimento de uma população de bactérias resistentes aos antibióticos.

No entanto, não há nenhuma razão em especial para a duração de alguns dos tratamentos com antibióticos, diz o perito em doenças infecciosas Jan Prins do Academic Medical Center em Amsterdão. De modo geral, as drogas são receitadas por cinco, sete ou dez dias, simplesmente porque foi o que funcionou nos testes iniciais.

Prins e a sua equipa decidiram testar a sabedoria convencional e investigaram pessoas admitidas nos hospitais holandeses com pneumonia, pois as infecções do trato respiratório deste tipo são uma das causas mais comuns para a prescrição de antibióticos. A duração típica do tratamento com antibiótico para a pneumonia era de 7 a 10 dias.

Os investigadores trataram cada paciente com uma dose intravenosa do antibiótico amoxicilina durante três dias. Dos 119 que melhoraram, metade continuou a receber comprimidos antibióticos durante outros cinco dias e a outra metade recebeu um comprimido placebo durante o mesmo período de tempo.

Quatro semanas após o início do tratamento, perto de 90% dos pacientes em ambos os grupos foram considerados curados da infecção. Três dias de drogas foi suficiente para matar s maioria das bactérias, os restantes cinco pareceram supérfluos.

Pelo menos para a pneumonia, a descoberta contradiz a ideia de que uma dose curta de antibióticos pode permitir a alguns microrganismos resistentes a sobrevivência e o desenvolvimento de resistências. "Não há razão para assumir que deixamos bactérias resistentes para trás", diz Prins.

De facto, o inverso pode muito bem ser mais perto da verdade: doses desnecessariamente longas de drogas podem levar ao uso excessivo de antibióticos e encorajar as bactérias dos nossos intestinos a desenvolver e propagar resistências. 

 

O tempo recomendado de utilização de alguns dos antibióticos para os tratos auditivo e urinário já foi encurtado devido a estudos semelhantes. Para alguns casos de infecções de garganta, é totalmente desaconselhado o uso de antibióticos pois a maioria dos pacientes melhora por si.

"Existe sempre a possibilidade de uma dose menor ou durante menos tempo poder ser igualmente eficaz", diz o especialista em doenças infecciosas Jim Wilde do Medical College da Georgia, Augusta.

Os investigadores médicos têm agora que provar que outros tratamentos com antibióticos podem ser encurtados, testando cada infecção e cada tratamento antibiótico em estudos semelhantes. "Tem que se descobrir para cada tipo de infecção qual é o melhor tratamento", diz Prins.

Até à chegada desses resultados, os investigadores salientam que os pacientes não devem deixar de tomar as doses prescritas de antibióticos prematuramente. Para muitas infecções existem já fortes evidências de que as drogas devem ser tomadas durante uma semana ou mais. "Não queremos um tratamento nem excessivamente longo nem demasiado curto", diz Wilde. "Mas em muitos casos ainda não temos um número exacto."

 

 

Saber mais:

CDC Antibiotic resistance

 

 

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