2006-06-07

Subject: Fungos devoram plástico resistente

 

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Fungos devoram plástico resistente

 

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Um fungo que normalmente se alimenta de madeira também pode devorar alguns dos plásticos resinosos de maior persistência no ambiente, que se acumulam nos aterros sanitários, descobriram investigadores americanos. Esta descoberta oferece uma potencial solução para a reciclagem amiga do ambiente dos resíduos sólidos urbanos.

As resinas fenólicas são usadas regularmente para unir os materiais usados no fabrico de contraplacado e nos acessórios interiores de carros. 

A pressão elevada e o calor são usados para unir as moléculas em forma de anel do fenol com o formaldeído, criando-se uma molécula gigante e praticamente indestrutível. 

As resinas são populares por serem tão duráveis, o que as torna, por sua vez, muito difícil de reciclar. Ao contrário do polietileno das garrafas de refrigerante, as resinas são tão rijas que não podem ser derretidas e reutilizadas. Cerca de 2,2 milhões de toneladas de resinas fenólicas são produzidas só nos Estados Unidos todos os anos, o que corresponde a cerca de 10% da produção total de plásticos.

Alguns dos resíduos de resinas fenólicas são simplesmente moídos e usados no fabrico de outros plásticos, enquanto outro tipo de método de reciclagem experimental utiliza o calor e solventes químicos mas é dispendioso e produz grande quantidade de resíduos.

Adam Gusse e a sua equipa da Universidade de Wisconsin-La Crosse considerou se o bolor branco, vulgarmente visto em troncos apodrecidos e capazes de produzir uma vasta gama de enzimas que degradam a lenhina da madeira, seria também capaz de degradar as resinas. A lenhina tem uma estrutura química semelhante à das resinas fenólicas, sendo também composta por anéis químicos unidos entre si.

Gusse deu como alimento lascas de resina fenólica a cinco espécies diferentes de bolores brancos e descobriu que a espécie Phanerochaete chrysosporium se tornava rosada após alguns dias, sugerindo que tinha degradado a resina em monómeros deste polímero que se sabe serem rosados.

A equipa confirmou esta dedução alimentando o fungo com resinas fenólicas que continham um isótopo pesado de carbono, pois veio a encontrar o mesmo isótopo incorporado no corpo do fungo. Para eliminar qualquer dúvida, usaram o microscópio electrónico para demonstrar que a resina estava cheia de pequenas crateras criadas pela digestão do fungo. "Não havia dúvida que estava a digerir a resina", diz Gusse.

Gusse sugere que o bolor branco pode mesmos ser utilizado para reciclar os componentes das resinas fenólicas, se se descobrir uma forma de recuperar e reutilizar o fenol. No entanto, esta ideia está muito longe de ser economicamente viável, pois a equipa ainda não demonstrou até que ponto o bolor é eficiente ou rápido na degradação da resina e Gusse suspeita que lhe pode levar alguns meses para acabar uma refeição, o que tornaria difícil recuperar o fenol a preços competitivos.

Mas o gosto variado destes bolores ainda pode ter utilização interessante. Os investigadores já sabem que os bolores brancos podem digerir outros plásticos como o polistireno e poluentes como os bifenis-policlorinados (PCB). 

 

Outras Notícias:

Albatrozes em declínio acentuado

As populações de três espécies de albatrozes que se reproduzem na Geórgia do Sul e ilhas adjacentes sofreram um declínio de mais de um terço ao longo dos últimos 30 anos.

Os grupos conservacionistas consideram que a maior ameaça ao futuro destas aves marinhas é a pesca de mar alto, devido às longas linhas com anzóis que utiliza, que se estendem por centenas de quilómetros.

Cerca de 100 mil albatrozes afogam-se todos os anos, presos aos anzóis destas linhas, acrescentam eles.

Três espécies de albatrozes nidificam na zona da Geórgia do Sul: o albatroz errante, o albatroz de cabeça negra e o albatroz de cabeça cinzenta.

O efectivo de albatrozes errantes decaiu cerca de um terço desde 1984, e as perdas nas outras duas espécies não estão muito atrás, revela a investigação realizada pela Royal Society for the Protection of Birds (RSPB) e pela BirdLife International.

"O declínio dos albatrozes na Geórgia do Sul é o mais dramático das populações destas aves a nível mundial", refere Ben Sullivan da RSPB. "As ilhas são criticamente importantes pois, principalmente para o albatroz errante, trata-se de uma das maiores populações do mundo."

Sullivan considera que a principal causa de mortalidade é a pesca com linha longa em águas da África do Sul e da América do Sul, onde as aves se deslocam para se alimentar. "As aves são apanhadas nos anzóis com isco da slinhas longas e são arrastadas para o fundo e afogadas", explica ele.

Como parte da campanha Save the Albatross, a RSPB e a BirdLife International estão a enviar uma equipa especializada para a África do Sul e para a América do Sul, numa tentativa de trabalhar em conjunto com os pescadores locais.

Sullivan considera que medidas simples como a aplicação de pesos às linhas para que se afundem mais rapidamente ou a utilização de "espantalhos" voadores arrastados atrás dos arrastões poderiam ajudar a reduzir a morte dos albatrozes.

 

 

Saber mais:

Environmental Science & Technology

Save The Albatross

 

 

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