2006-05-31

Subject: Desejo sexual relacionado com a genética

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the Wild

Este boletim é mantido por simbiotica.org, uma rede simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

mantenha-se informado das últimas novidades e troque ideias com todos os que fazem parte desta rede!

 

Em destaque:

Desejo sexual relacionado com a genética

 

  Questões ou comentários para: webmaster@simbiotica.org

Dê a rede simbiotica.org a conhecer a um amigo!!

Cientistas israelitas detectaram uma característica genética comum que pode tornar alguns de nós mais desejosos de sexo que outros.

A equipa analisou um gene conhecido por receptor para a dopamina D4 receptor (DRD4), que controla parcialmente a resposta cerebral à dopamina, uma molécula frequentemente associada ao sistema de prazer do corpo. 

Os cientistas sabem que este neurotransmissor pode controlar o comportamento sexual em animais e humanos, bem como o facto de que os circuitos de dopamina ajudam a criar o desejo por algo como o sexo, drogas ou comida.

Richard Ebstein da Universidade Hebraica de Jerusalém resolveu examinar o gene DRD4 depois de um estudo de 2004 ter mostrado que uma droga que bloqueia a função deste gene ajudava a desencadear erecções em ratos.

Ebstein e os seus colegas pediram a 148 estudantes masculinos e femininos que preenchessem um questionário sexual que colocava questões como "Até que ponto é importante o sexo na sua vida?" e "Com que frequência tem fantasias sexuais?"

Utilizaram as respostas para fazer uma escala de resultados que mostrava até que ponto cada estudante desejava sexo, quanto eram estimulados pelo sexo e até que ponto eram eficientes no desempenho do acto: na realidade uma medida do seu tesão, diz Ebstein. De seguida, a equipa comparou estes resultados com a composição genética de cada estudante relativamente ao gene DRD4. 

Os investigadores descobriram que os estudantes com uma dada versão do gene tinham pontuações cerca de 5% menos, em média, desejo sexual do que os que apresentavam a versão alternativa. Uma pequena, mas significativa do ponto de vista estatístico, diferença. Cerca de 70% da população apresenta a versão de baixo desejo e cerca de 20% apresentam a versão alto desejo.

Os investigadores não sabem exactamente como esta alteração genética pode estimular a libido pois a dopamina tem muitas funções no nosso cérebro que influenciam o nosso comportamento.

 

Existem algumas evidências de que o gene DRD4 está associado à busca da novidade, logo pessoas que desejam mais sexo podem estar simplesmente em busca de excitação no sentido geral do termo. Também, a dopamina pode influenciar quão abruptamente o cérebro reage ao estímulo sexual e desencadeia as reacções corporais, como a erecção.

A descoberta vem ao encontro de outros estudos que mostram, por exemplo, que pacientes que tomam drogas que estimulam a produção da dopamina (usadas no tratamento da doença de Parkinson) também sentem um aumento do desejo sexual. Mas outros peritos dizem que a descoberta terá que ser repetida num grupo muito maior antes de puder ser confirmada.

Um vasto leque de diferentes genes devem moldar o nosso comportamento e desejo sexual, bem como as expectativas culturais, criação e experiências de vida mas os tabus em volta do sexo dificultam a investigação nesta área, diz Dean Hamer do National Institutes of Health em Bethesda, Maryland, autor de um controverso estudo que associa a variação genética à homossexualidade.

Hamer considera que este tipo de investigação é muito importante pois o sexo é uma parte fundamental do comportamento humano e  pode, por exemplo, explicar o motivo porque alguns buscar parceiros múltiplos, o que contribui para a propagação de doenças sexualmente transmissíveis. Ebstein acrescenta que pessoas que não têm grande interesse em sexo podem considerar mais confortável saber que tudo se resume aos seus genes.

"O mais importante é saber que se está a avançar nos estudos científicos da sexualidade", diz Hamer, "é tempo de as pessoas começarem a estudar estes temas."

 

 

Saber mais:

Molecular Psychiatry

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

@ simbiotica.org, 2006


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com