2006-05-21

Subject: Tumores cerebrais atacam universidade

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the Wild

Este boletim é mantido por simbiotica.org, uma rede simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

mantenha-se informado das últimas novidades e troque ideias com todos os que fazem parte desta rede!

 

Em destaque:

Tumores cerebrais atacam universidade

 

  Questões ou comentários para: webmaster@simbiotica.org

Dê a rede simbiotica.org a conhecer a um amigo!!

Uma universidade de Melbourne desocupou os pisos superiores de um dos seus edifícios após uma série de casos de tumores cerebrais terem sido detectados no mês passado. 

A maior parte afectou pessoal que trabalhava no piso mais alto, reacendendo o receio de que as antenas de telemóvel no topo do edifício sejam as responsáveis pela situação, ainda que os peritos considerem bem mais provável que se trate de uma infeliz coincidência.

Desde de meados de Abril, cinco pessoas que trabalham na Escola de Negócios do Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT) desenvolveram tumores cerebrais e dois outros casos já tinham sido identificados desde 1999. Dos sete casos, dois são malignos e cinco são benignos.

"Suspeitamos que possam existir outros casos mas ainda não estão confirmados", diz o representante da National Tertiary Education Union Matthew McGowan, que acrescenta que a união e a universidade têm recebido telefonemas e e-mails de outros membros do pessoal relatando problemas de saúde.

Cinco dos sete membros do pessoal trabalhavam no piso mais alto e, com a excepção de um, já trabalhavam no edifício há mais de uma década, quase sempre nos pisos superiores. 

"É demasiada coincidência para pensarmos que se trata de acaso", diz McGowan. A universidade ofereceu ao pessoal das dois últimos pisos espaços de escritório alternativos enquanto realiza uma investigação de duas semanas.

No entanto, estudos internacionais já realizados não conseguiram fornecer ligações convincentes entre o cancro e a utilização de telemóveis ou a proximidade às respectivas antenas.

"Não há provas consistentes presentemente de que este tipo de radiação cause tumores cerebrais, o que não quer dizer que isso seja impossível, apenas não é convincente", diz Anthony Swerdlow, epidemiologista do Institute of Cancer Research de Londres e membro do grupo de aconselhamento sobre radiações para o National Radiological Protection Board do Reino Unido.

Os resultados preliminares da investigação da universidade indicam que os níveis de radiofrequência são extremamente baixos, de acordo com o porta-voz da RMIT. "Os nossos testes iniciais mostram que não há motivo para alarme."

 

Apesar de pouco se saber acerca das causas dos tumores cerebrais, um agente bacteriano ou viral pode ser o responsável. "É apenas uma das muitas possibilidades", diz Richard McNally, um epidemiologista estatístico da Universidade de Newcastle upon Tyne, Reino Unido. 

McNally já tinha relatado anteriormente que a ocorrência de tumores cerebrais numa região da Holanda mostrava o padrão típico de doenças infecciosas. O RMIT também está a testar a qualidade do ar e da água para investigar essa possibilidade.

Muitos peritos dizem que é mais provável que se trate de um agregar casual de ocorrências. "O meu palpite mais forte é que pode muito bem ser obra do acaso", diz David Hill, director do Cancer Council de Vitória na Austrália. 

McNally, que também pensa que "tudo pode muito bem ser uma ocorrência casual que chamou à atenção", diz que a universidade deve determinar se os afectados apresentavam outros factores de risco conhecidos, como uma predisposição genética ou exposição prévia a radiação ionizante. Alguns dos membros do pessoal afectados tinham um historial que pode levar a um risco acrescido, segundo o porta-voz do RMIT.

O facto de cada tumor ser diferente dos restantes também torna pouco provável uma causa comum. "Os tumores detectados têm origens variadas e apenas três dos sete tipos têm associações conhecidas com a radiação", diz John Gall, da empresa privada Southern Medical Services, nomeada pelo RMIT para investigar a epidemiologia do surto.

Espera-se que a universidade apresente o seu relatório final no decorrer desta semana.

 

 

Saber mais:

British Journal of Cancer

RMIT

Radiation protection

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

@ simbiotica.org, 2006


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com