2006-05-16

Subject: Lamas ajudam a detectar falso descafeínado

 

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Lamas ajudam a detectar falso descafeínado

 

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Consumidores nervosos que estão viciados no sabor do café mas desesperados por reduzir o seu consumo de cafeína vão receber de braços abertos a proposta de uma equipa de químicos americanos: uma molécula, extraído dos lamas, que pode detectar com facilidade a cafeína presente numa bebida quente ou fria.

A molécula deverá ser facilmente utilizável, diz a equipa, pois a sua reacção com a cafeína desencadeará uma alteração de cor simples num pequeno recipiente. Os apreciadores de café poderão, assim, confirmar se realmente estão a receber o descafeínado que pediram.

A equipa de investigadores, liderada por Jack Ladenson da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St Louis, Missouri, tem como objectivo produzir um teste simples que permita aos utilizadores verificar o conteúdo das suas bebidas em casa, no restaurante ou mesmo na rua. Os métodos existentes para detectar a cafeína exigem equipamento laboratorial complexo, restringindo a sua utilização.

"O objectivo é tornar o teste fácil de usar", diz o membro da equipa Dan Crimmins. "Não será um dispositivo sofisticado, será mais algo semelhante a um teste de gravidez."

Para descobrir a molécula que reagiria com a cafeína, os investigadores foram em busca de anticorpos específicos para esta molécula.

Os anticorpos da maioria dos animais são destruídos pelas temperaturas elevadas, o que os torna inúteis no teste de bebidas quentes como o café. NO entanto, por alguma razão, os anticorpos produzidos pelos lamas e pelos camelos têm uma estrutura química mais robusta, resistindo a temperaturas até 90ºC.

Assim, a equipa de Ladenson injectou estes animais com cafeína para os estimular a produzir anticorpos contra esta molécula. De seguida extraíram os anticorpos e testaram a sua capacidade de detectar cafeína no café, nos refrigerantes com cola e no café descafeínado. Como relatam na revista Analytical Chemistry, o teste foi tão eficaz como os anteriores testes laboratoriais.

 

Apesar de descrita como a droga psico-activa mais popular do mundo pelo seu poder de aumentar o estado de alerta, muitas pessoas não apreciam os efeitos secundários da cafeína, nomeadamente as insónias, paranóia e pressão sanguínea elevada.

É muito difícil detectar pelo sabor a diferença entre o café normal e descafeínado, logo é fácil sermos enganados. "Há frequentemente notícias de confusões desse género em cafés e restaurantes", diz Crimmins.

O teste terá que ser capaz de distinguir entre as 80-280 miligramas de cafeína de um café normal e as 5 miligramas tipicamente encontradas no descafeínado. O teste também pode ser usado nos refrigerantes e em medicamentos líquidos como os descongestionantes, de forma a perceber-se se são verdadeiras injecções de cafeína.

Tudo isto, claro, será de pouca importância para aqueles que olham para a cafeína como uma necessidade diária. De facto, poder-se-ia sugerir que algumas pessoas ficariam horrorizadas com a possibilidade de ter de viver sem ela. "Sim, eu sei", ri-se Crimmins, "tenho a minha chávena de café à minha frente enquanto estamos a falar."

 

 

Saber mais:

American Chemical Society

Analytical Chemistry

Dejectos de civeta produzem café gourmet

 

 

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