2006-05-15

Subject: Florescimentos de plâncton podem ser indício de terramoto

 

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Florescimentos de plâncton podem ser indício de terramoto

 

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@ NasaFoi demonstrado que a concentração do pigmento fotossintético clorofila em águas costeiras aumenta imediatamente antes da ocorrência de terramotos, devido ao florescimento do plâncton.

Uma equipa de investigadores americanos e indianos analisou dados recolhidos por satélite sobre as zonas costeiras marinhas próximas do epicentro de quatro terramotos recentes, tendo apresentado as suas conclusões na revista Advances in Space Research

Segundo eles, seguir os picos de concentração de clorofila pode fornecer informação antecipada sobre um terramoto eminente. Os autores alegam que os florescimentos de clorofila estão associados à libertação de energia térmica que antecede um terramoto.

Esta libertação de energia aumenta a temperatura das águas oceânicas e o fluxo latente de calor de superfície, ou seja, a quantidade de energia que se desloca da superfície para o ar através da evaporação. Por sua vez, há um aumento do chamado upwelling, o processo através do qual a água fria, rica em nutrientes, é transportada do fundo do mar para a superfície.

O upwelling aumenta a produtividade do fitoplâncton e dá origem a florescimentos, que podem ser vistos como concentrações elevadas de clorofila, mais especificamente de clorofila a.

O movimento das placas tectónicas basicamente o que faz é aproximar a temperatura da terra com a do oceano, criando as condições para que o plâncton se desenvolva.

"Não penso que os cientistas esperassem um comportamento tão anormal da clorofila a", diz o co-autor do estudo Ramesh Singh do Indian Institute of Technology de Kanpur, Índia. "Se o epicentro de um sismo está muito perto da costa então as concentrações anómalas de clorofila a são visíveis claramente ao largo dessa costa."

 

Os investigadores utilizaram quatro sismos recentes em Gujarat, Índia (2001), Algéria (2002), ilhas Andaman (2002) e Bam, Irão (2003).

Usando imagens de satélite e medidas da temperatura da água do mar, descobriram uma correlação entre picos de concentração de clorofila e a proximidade relativamente ao epicentro de um terramoto eminente. 

O grau de "alerta prévio" dependia da profundidade do oceano na zona e da proximidade ao epicentro do sismo, com o segundo destes factores a ter precedência.

No caso de nebulosidade forte na zona impedir os satélites de detectar a produção de clorofila, a temperatura do mar pode ser uma forma paralela de informação sobre a eminência de um terramoto, argumentam os investigadores.

 

 

Saber mais:

Advances in Space Research

Tsunami devastador para os ecossistemas marinhos

Terão os animais sentido a aproximação do tsunami?

 

 

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