2006-03-21

Subject: Terá a Terra semeado Vida pelo Sistema Solar?

 

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Terá a Terra semeado Vida pelo Sistema Solar?

 

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Bactérias terrestres podem ter atingido planetas e luas distantes depois de terem sido lançadas para o espaço por fortes impactos meteoríticos, sugerem os cientistas.

A proposta inverte exactamente a teoria da panspermia, que sugere que a Vida na Terra terá resultado de microrganismos trazidos de outros planetas por cometas ou meteoritos que atingiram o nosso planeta.

Ambas as teorias vêem a Vida a espalhar-se pelo Sistema Solar da mesma forma que uma constipação se espalha através de uma sala cheia de gente, explica Jeff Moore, um investigador planetário do centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia. "A partir do momento que um planeta contrai Vida, todos a apanham."

Os impactos em marte e na Lua lançaram, é conhecido, material rochoso para o espaço que acabou por atingir a Terra, sob a forma de pequenos meteoritos. Mas o lançamento de rochas terrestres até aos confins do Sistema Solar é mais complicado, pois o material tem que vencer a forte gravidade do Sol no seu percurso em direcção ao exterior.

Para descobrir que quantidade de rochas poderia atingir os limites do Sistema Solar, uma equipa de cientistas usou um modelo de computador para localizar milhões de fragmentos ejectados por um impacto maciço simulado, como o que originou a cratera de Chicxulub há cerca de 65 milhões de anos. Eventos semelhantes pensa-se que tenham ocorrido várias vezes na história da Terra.

Os investigadores analisaram quantos fragmentos terrestres atingiriam ambientes considerados relativamente adequados à Vida, como a lua de Saturno Titã e a lua de Júpiter Europa. "Eu assumi que a resposta seria muito, muito poucos", diz Brett Gladman, cientistas planetário da Universidade de British Columbia em Vancouver, Canadá, e líder do estudo.

Mas Gladman ficou surpreendido ao descobrir que no espaço de 5 milhões de anos, cerca de 100 objectos atingiriam Europa, enquanto Titã receberia perto de 30 impactos. Ele apresentou os resultados na Conferência de Ciência Planetária e Lunar que decorreu em League City, Texas, a 16 de Março.

Mas podem as bactérias sobreviver ao súbito calor e aceleração de serem lançadas para o espaço?

 

Outros investigadores presentes na conferência sugerem que podem. Wayne Nicholson, um microbiólogo da Universidade da Florida em Gainesville, testou a ideia com uma arma do tamanho de uma casa no Centro de Pesquisa Ames da NASA.

Ele e os seus colegas dispararam uma bala do tamanho de um berlinde a cerca de 5 Km/s contra um prato contendo esporos bacterianos em água, como forma de simular o impacto meteorítico. 

Os detritos que se espalharam foram capturados em placas de espuma e a equipa descobriu que cerca de 1 em cada 10 mil bactérias tinha sobrevivido. "É uma validação experimental de um cálculo relativamente fundamentado", diz Moore.

Muitos astrobiólogos acreditam que as bactérias, uma vez no espaço, podem sobreviver à exposição à radiação cósmica durante a viagem. Infelizmente, uma aterragem explosiva em Europa quase de certeza que esterilizaria as poucas rochas que lá conseguissem chegar.

"Mas titã é outra história", diz Gladman. A espessa atmosfera da lua iria destruir completamente o meteorito antes de abrandar a descida dos fragmentos. O mesmo processo acontece com os impactos de meteoritos na Terra. "É uma bela rede de segurança", diz Gladman. 

O calor da aterragem poderia mesmo derreter o gelo e abrir uma pequena poça de líquido de curta duração para os visitantes, acrescenta ele.

Na conferência, perguntaram a Gladman se, assumindo que algumas bactérias chegavam vivas à superfície de Titã, elas poderiam desenvolver-se com as temperaturas de cerca de -170°C. "Isso é algo que vocês têm que descobrir", respondeu ele à audiência, "eu sou apenas o mensageiro."

 

 

Saber mais:

LPSC

Teoria sobre a origem da vida testada

 

 

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