2006-03-17

Subject: Navio suportou ondas de altura recorde

 

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Navio suportou ondas de altura recorde

 

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Na escura e tempestuosa noite de 8 de Fevereiro de 2000, não quereríamos estar a bordo do navio oceanográfico britânico Discovery de certeza!

Em pleno Atlântico norte, a 250 Km a oeste da Escócia e perto da pequena ilha de Rockall, o navio foi forçado a aguentar o que os investigadores pensam terem sido as maiores ondas algumas registadas directamente em mar aberto. As duas ondas maiores mediram pouco mais de 29 metros da crista à base, a altura de um edifício de 10 andares.

A tempestade, que atingiu o seu máximo perto da meia-noite, foi aterrorizante para os cientistas abordo. "Foi realmente horrível", recorda a oceanógrafa Naomi Holliday da Universidade de Southampton no Reino Unido, que estava a bordo do Discovery. "Ninguém dormiu nada, fomos literalmente atirados da cama." 

Mas a provação pode ter importantes recompensas científicas ao mostrar que estas condições oceânicas extremas podem ser mais comuns nesta zona do que antes era reconhecido, diz Holliday e os seus colegas num artigo publicado na revista Geophysical Research Letters.

Os engenheiros marinhos querem sempre saber o que o oceano lhes pode atirar. Os navios geralmente conseguem afastar-se das grandes tempestades mas as plataformas de exploração têm que ser capazes de as suportar. Os navios e as plataformas petrolíferas são tipicamente concebidos com base no pressuposto que terão que enfrentar ondas com, no máximo, 15 metros.

Um modelo computadorizado do clima utilizado pela equipa de Holliday foi capaz de prever a tempestade de 8 de Fevereiro mas subestimou a sua altura. 

As ondas atípicas gigantes há muito que são mencionadas de forma algo anedótica, tendo sido culpadas pelo desaparecimento misterioso de navios em pleno mar. Em Março de 2001 o Caledonian Star, um navio de cruzeiro, foi atingido por onda no Atlântico sul que se estima ter tido perto de 30 metros de altura, quase se tendo afundado. O QE2 também relatou ter sido atingido por ondas gigantes no Atlântico norte em 1995.

 

Mas estas ondas atípicas eram consideradas anomalias. As ondas medidas por Holliday no Discovery, por outro lado, não parecem ter sido acasos, eram representativas da tempestade no seu todo, que gerou ondas com tipicamente mais de 18 metros de altura.

A região de Rockall é conhecida pelos seus mares alterosos, dizem os investigadores, já em 1972 tinha sido registada uma onda com 26 metros. "Ventos muito fortes são comuns aqui em todo o ano", diz Holliday.

Ela e a sua equipa pensam que as condições extremas de 2000 foram causadas por um efeito de ressonância, quando o vento de alta velocidade igualou a velocidade das ondas. Isto significou que "o vento estava continuamente a colocar mais energia no mar", diz Holliday, como uma pessoa a correr atrás de outro corredor a empurrá-lo.

Ondas mais altas podem ser criadas durante eventos climáticos extremos como furacões. Ondas com cerca de 30 metros ocorreram no golfo do México durante o furacão Ivan em 2004, por exemplo.

Os monstros vistos por Holliday podem ter sido as maiores ondas observadas directamente através de medidas em navios. O navio ele próprio funcionou como medida: os instrumentos a bordo registaram a aceleração da embarcação e a pressão exercida sobre ela, que foram usadas para determinar o tamanho das ondas que contra ela chocavam.

 

 

Saber mais:

Alterações climáticas vão trazer ondas maiores

Mangais salvaram muitas vidas após o tsunami

 

 

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