2006-03-13

Subject: Mergulhadores descobrem novo caranguejo

 

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Mergulhadores descobrem novo caranguejo

 

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Um novo caranguejo branco e cego mas com um belo tufo de cerdas foi retirado das profundezas marinhas para a ribalta da ciência.

Num belo dia de Primavera, a mais de 1000 Km a sul da ilha da Páscoa, a equipa organizada pelo biólogo Robert Vrijenhoek do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) na Califórnia, estava a investigar o fundo do mar em busca de nascentes hidrotermais.

"O mar parecia um lago", recorda Joe Jones, geneticista de mar profundo do MBARI. Um submersível de nome Alvin emergiu e o colega de Jones, Michel Segonzac do Instituto Francês de Investigação da Exploração do Mar em Brest, saiu dele. Com a ajuda do Alvin, Segonzac tinha recolhido numa rede um caranguejo branco da periferia de uma recém-descoberta nascente hidrotermal.

"Era imenso", comenta Jones. "Tinha cerca de sete polegadas de comprimento, não tinha olhos e era muito peludo. Todos percebemos que era realmente diferente, mas não tínhamos outros espécimes para comparação, nem técnicas de DNA a bordo para o analisar."

Vários meses depois, Jones e a sua equipa conseguiram sentar-se e tentar colocar o animal que tinham baptizado de "caranguejo yeti" numa árvore filogenética. Tornou-se claro que o animal com 15 cm de comprimento era suficientemente distinto dos seus parentes conhecidos para ser o primeiro membro de uma nova família de nome Kiwaidae. Kiwa é a deusa do marisco na mitologia polinésia, daí o nome científico do caranguejo ser Kiwa hirsute.

 

Quando fotografias do espécime foram mostradas na Conferência Internacional sobre Crustáceos em Glasgow, em Julho de 2005, Jones começou a compreender até que ponto a descoberta era importante. "Uma espécie de burburinho percorreu toda a sala", diz ele.

A função das cerdas do caranguejo, que são semelhantes às cerdas de uma escova de dentes, ainda é desconhecida. Rafael Lemaitre, lente da cadeia de zoologia dos invertebrados do Smithsonian's National Museum of Natural History de Washington DC, pensa que possam ser usados para retirar alimentos da água ou do lodo. "Os pelos quase que parecem penas", diz ele. "Têm ramificações secundárias e terciárias, o que facilita a recolha de partículas."

Os pelos parecem estar cobertos de, ou mesmo ser feitos de, bactérias filamentosas. Se os caranguejos se alimentam das bactérias ou se as utilizam com outros fins ainda está por descobrir.

Lemaitre considera a descoberta espantosa mas não mostra o mesmo entusiasmo perante o seu potencial gastronómico. "Provavelmente não tem muito músculo onde possamos fincar o dente e organismos que vivem perto de nascentes hidrotermais sulfurosas não devem ser muito saborosos."

 

 

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