2006-03-08

Subject: Evolução humana continua activa

 

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Em destaque:

Evolução humana continua activa

 

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A resposta da humanidade aos desafios dos últimos milénios, desde a adaptação a diferentes ambientes ao domínio sobre as culturas e os animais, estão presentes em grande escala na nossa sociedade mas agora os geneticistas mostraram que também estão escritos no nosso DNA.

Investigadores da Universidade de Chicago, Illinois, identificaram as regiões do nosso DNA que mostram as marcas mais pronunciadas da selecção natural. O seu trabalho salienta os genes que têm sido mais importantes na adaptação a novas formas de vida e pode vir a ajudar na identificação dos factores genéticos envolvidos em situações médicas complexas, como o alcoolismo ou a tensão alta.

Os genes que mostram mais provas de selecção recente incluem os da digestão do leite. Apesar da maioria dos mamíferos beber leite apenas na infância, os humanos parecem ter-se adaptado geneticamente à digestão do leite ao longo de toda a vida.

Os genes da pigmentação da pele também revelam a rápida evolução humana, salientando o facto de muitas populações se terem tornado mais pálidas à medida que colonizaram latitudes mais extremas com menos exposição ao sol.

A equipa utilizou dados do International HapMap Project, que recolhe e localiza os polimorfismos de um único nucleótido (SNP), locais do genoma em que o DNA varia entre as diversas pessoas apenas numa base. A equipa recolheu amostras destes dados relativos a mais de 200 indivíduos não relacionados de três grupos raciais: asiáticos, europeus e dos Yoruba da Nigéria.

As mutações genéticas que conferem uma vantagem para uma dada população espalham-se muito mais rapidamente do que seria de esperar através da mistura normal de genes. Estas porções de DNA devem conter certos SNP à medida que vão sendo seleccionadas. 

Assim, se os investigadores encontrassem uma série de SNP que contêm mais ou menos as mesmas bases numa dada população, poderiam dizer que os genes que os acompanham estavam sob uma forte pressão selectiva.

O método revelou as alterações que ocorreram desde que as várias populações se separaram para colonizar diferentes áreas do globo, diz Jonathan Pritchard, líder do estudo publicado na revista PLoS Biology.

 

Muitos dos genes que mostram evidências de selecção estão relacionados com o metabolismo alimentar, salienta Pritchard. Isto mostra que a adaptação a diferentes dietas tem sido uma tendência crucial na evolução recente do Homem.

Perto de 20% dos genes identificados mostram evidências de selecção em mais de uma população. Crucial entre estes estão os genes envolvidos nos processos reprodutivos, como a produção de esperma, mostrando que estes são igualmente importantes em todos os ambientes.

Todos os três grupos raciais mostram uma taxa igual de evolução recente. Isto é muito interessante, comenta Pritchard, dado que as populações africanas permaneceram no seu local de origem, enquanto as outras se deslocaram. Seria de esperar que populações nómadas encontrassem desafios que levassem a maiores pressões selectivas do que as que permanecessem.

Mas, salienta Pritchard, o ambiente pode mudar tanto com o tempo como com a distância. "Talvez seja ingénuo pensar que os africanos estão "no mesmo sítio", diz ele.

Pritchard não está convencido pelas predições de alguns peritos de que os avanços na medicina irão negar as pressões evolutivas daqui para a frente. "Ainda hoje há muito raio de acção para a selecção natural, como nos genes que influenciam a fertilidade ou a sobrevivência dos fetos."

 

 

Saber mais:

The HapMap project

PLoS Biology

 

 

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