2006-03-06

Subject: Órgão surpresa descoberto em ratos

 

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Órgão surpresa descoberto em ratos

 

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Após um século de escrutínio sobre o rato de laboratório, seria de esperar que os cientistas já conhecessem o corpo deste animal como a palma das suas mãos, mas eis a surpresa! Investigadores alemães dizem ter descoberto um novo órgão no corpo destes roedores.

O senso comum revela que nos ratos, o timo, um órgão associado ao sistema imunitário, tem aproximadamente o tamanho de uma ervilha e está alojado na cavidade peitoral acima do coração.

Mas agora Hans-Reimer Rodewald, da Universidade de Ulm na Alemanha, diz ter descoberto um segundo timo, menor, escondido no pescoço dos ratos de laboratório. "Não podia acreditar no que via durante os primeiros meses", explica Rodewald. "2006 não é o ano em que se estaria à espera de alterar a anatomia."

A descoberta coloca questões acerca dos estudos sobre imunologia realizados em ratos. Os investigadores interessados no sistema imunitário cortam frequentemente o timo principal dos ratos para estudar o funcionamento do sistema na sua ausência, e como as células T podem ser produzidas no intestino e na pele.

A presença de um segundo timo sugere que muitos destes ratos ainda teriam um timo funcional no seu pescoço, o que teria confundido os resultados. Estes estudos podem ter que ser re-analisados, sugere Rodewald: "Algumas pessoas não vão gostar nada disto."

A descoberta não é uma surpresa total: os biólogos já sabiam que alguns mamíferos, incluindo alguns humanos, apresentam um timo extra no pescoço. Estudos dos anos 40 do século passado sugerem que até cinco em cada seis fetos humanos têm um timo extra no pescoço, diz Clare Blackburn que estuda o timo de mamíferos na Universidade de Edimburgo. Também já se tinha falado da possibilidade da existência de um segundo timo em ratos nos anos 60.

No entanto, Rodewald considera que este é o primeiro estudo que mostra que um segundo timo funcional é normal em ratos, o que "não é decididamente o que se pensava", concorda Blackburn.

Rodewald e a sua equipa descobriram o segundo timo por casualidade, quando estudavam animais com defeitos no timo do peito. Encontraram tecido que se parecia de forma muito suspeita com o timo mas que se encontrava no pescoço, junto à traqueia.

 

A equipa descobriu que quase todos os ratos saudáveis de certas estirpes apresentam este segundo timo, do tamanho de uma cabeça de alfinete grande. "É uma espécie de versão de bolso", diz Rodewald. Provavelmente não foi notado até agora porque se parece muito com um nódulo linfático, acrescenta ele.

Para provar a identidade do órgão, os investigadores mostraram que não só se parece com um timo como se comporta como um timo. Descobriram que contém células apenas encontradas no timo e que, quando transplantado para animais sem timo próprio, pode ajudar a gerar células T.

Os cientistas estão intrigados acerca da origem do segundo timo dos ratos. Uma ideia será tecido que sobrou da formação do timo principal, que se forma no pescoço do rato antes de migrar para o peito. Isto sugere que não é mais do que "bolsas de tecido deixadas para trás durante a migração do órgão", diz Blackburn.

Os cientistas estão interessados neste órgão em parte porque querem perceber o desenvolvimento do sistema imunitário mas também esperam identificar células estaminais a partir do qual este se forma e, talvez, utilizá-las para regenerar o órgão em pacientes de transplantes de medula, cujo timo foi danificado pelo tratamento.

Será possível existir ainda outro timo nos ratos? As galinhas têm mais de 10, espalhados pelo pescoço mas, diz Rodewald, "não me parece que seja o caso nos ratos".

 

 

Saber mais:

Genoma do rato de laboratório

 

 

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